Sexo anal ainda desperta curiosidade e tabu, mas relatos femininos mostram que a prática pode ser fonte de intenso prazer quando há preparo, confiança e comunicação.
Dados da rede social Sexlog indicam que, em 2025, 73,6% de 1,7 milhão de participantes manifestaram interesse em sexo anal, superando fantasias como orgia (52,4%) e cuckold (46,9%). Pesquisas também revelam que 30% das mulheres relatam orgasmos mais fortes com a penetração anal e 18% associam a prática a maior intimidade.
Sexo anal: relatos de mulheres que sentem muito prazer
Marie Claire ouviu cinco brasileiras que descrevem o caminho até o prazer “por trás”. Todas destacam lubrificação, relaxamento e cuidado como pontos decisivos para que o desconforto inicial dê lugar à satisfação.
Estatísticas indicam interesse crescente
O estudo Sexo Anal nas Relações Heterossexuais, publicado em 2024 pela Revista Brasileira de Sexualidade Humana, aponta que muitas brasileiras iniciam a prática para agradar ao parceiro. No entanto, o levantamento da Universidade de Indiana (2022) mostra o outro lado: quando há estímulos vaginais ou clitorianos combinados, o índice de prazer sobe consideravelmente.
O que torna a prática prazerosa
A região anal concentra terminações nervosas sensíveis. Quando a penetração é lenta, com lubrificante e estímulos simultâneos em outras zonas erógenas, a sensação passa de incômoda para agradável. Especialistas ressaltam que respirar fundo, usar brinquedos adequados e manter diálogo constante reduzem a tensão muscular que provoca dor.
Cinco experiências femininas
Evellyn, 26 anos — A jovem só experimentou em 2023, com o noivo. “Com preliminares longas, meu corpo relaxa. Combinar a penetração com um vibrador clitoriano faz o prazer vir em ondas”, conta.
Laura, 30 anos — Adepta ocasional, ela aprecia o estímulo anal pela “sensação diferente” e elogia o cuidado do marido: “Ele respeita meu ritmo; isso torna tudo confortável”.
Carina, 28 anos — Para chegar ao ápice, precisa ter orgasmos vaginais antes: “Quando já estou relaxada, o anal me dá o clímax mais intenso da vida”.
Camila, 28 anos — Aprendeu a gostar após descobrir que prender a respiração aumenta a dor. “Quando respiro e encaixo devagar, a pressão interna e o estímulo na vagina me levam ao orgasmo duplo”.
Imagem: Reprodução
Isadora, 23 anos — Depois de meses de carícias anais com o namorado, teve o primeiro squirt durante a penetração. “Descobri um orgasmo novo; hoje sei que a lambida muda tudo”, afirma.
Dicas práticas para iniciantes
1. Use lubrificantes à base de água ou silicone para reduzir atrito.
2. Comece com estímulos externos: dedos, língua ou plugs pequenos.
3. Invista em preliminares e comunicação constante sobre desconforto.
4. Controle a respiração para relaxar o esfíncter.
5. Combine penetração anal com estímulo clitoriano ou vaginal para potencializar o prazer.
A Organização Mundial da Saúde reforça que o uso de preservativo protege contra ISTs mesmo em sexo anal, e recomenda higiene adequada antes e depois da prática.
No fim, todas as entrevistadas concordam: confiança no parceiro, paciência e autoconhecimento transformam o sexo anal de mito doloroso em experiência prazerosa.
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Crédito da imagem: Marie Claire Brasil


