Direitos autorais de Claudinho: herdeira cobra repasse

Direitos autorais de Claudinho viraram alvo de nova polêmica. Vanessa Ferreira, filha do cantor que formou a dupla Claudinho e Buchecha, declarou em nota pública que o espólio do pai não recebe corretamente os valores devidos pelas principais composições do artista.

Segundo a herdeira, as editoras responsáveis por sucessos como “Rap do Salgueiro”, “Nosso Sonho”, “Carrossel de Emoções” e “Barco da Paz” estariam retendo pagamentos e omitindo relatórios detalhados.

Direitos autorais de Claudinho: herdeira cobra repasse

Vanessa afirmou que a denúncia acompanha reclamações recentes de Tati Quebra Barraco, MC Marcinho e do falecido MC Catra, todos mencionando práticas semelhantes no mercado fonográfico do funk. “As editoras não fazem o repasse corretamente para o espólio”, escreveu a filha de Claudinho em suas redes sociais.

Artistas se unem contra falta de transparência

Claudinho morreu em 13 de julho de 2002, aos 26 anos, vítima de acidente de carro na Rodovia Presidente Dutra, em Seropédica (RJ). Vinte e um anos depois, Buchecha, parceiro de palco do cantor, disse que a “bomba” estava prestes a explodir. “Já fui vítima dessas editoras do funk. Os artistas não recebem relatórios e perdem o direito de regravar as próprias músicas”, afirmou ele.

Na sequência, Tati Quebra Barraco relatou que não recebe pelos hits “Barraco 2” e “Bota na boca, bota na cara”. A funkeira citou DJs que teriam registrado obras em nome próprio e, por isso, impedem até liberações para publicidade. “É muita injustiça. Estou sufocada”, desabafou.

Editoras sob suspeita e movimentação no mercado

O DJ Dennis, citado por Tati, solicitou à UBC (União Brasileira de Compositores) a devolução de R$ 1.203,75 já pagos a ele pela execução de “Barraco 2”. O valor será corrigido antes de ser repassado integralmente à cantora, segundo nota divulgada pelo artista.

Movimentos como esse expõem a pressão crescente pelo cumprimento da Lei de Direitos Autorais. A União Brasileira de Compositores, entidade que monitora registros de obras no país, disponibiliza orientações sobre repartição de rendimentos em seu site oficial (ubc.org.br).

Possíveis próximas etapas jurídicas

Sem citar nomes de editoras, Vanessa Ferreira informou que a família avalia medidas judiciais. Especialistas apontam que herdeiros podem requerer auditoria completa sobre a arrecadação de direitos autorais dos últimos cinco anos, com base em dispositivos do ECAD.

Para Buchecha, a união entre compositores é essencial. “Só no funk isso acontece dessa forma. Precisamos de transparência para que os sucessos brasileiros continuem gerando renda a quem de direito”, disse o cantor.

No momento, os representantes das editoras mencionadas não responderam aos pedidos de posicionamento.

Este caso reforça o debate sobre transparência nos bastidores da música e pode abrir precedentes para novos processos envolvendo direitos autorais no país.

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Crédito da imagem: Reprodução

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