Sistema de saúde nos EUA: brasileira relata espera de 9h

Sistema de saúde nos EUA voltou a ser alvo de debate depois que a influenciadora brasileira Jessica Martendal publicou, nas redes sociais, um vídeo em que descreve a longa espera do marido por atendimento em Massachusetts.

Segundo Jessica, o companheiro, Raphael Campos, apresentava quadro de amigdalite e precisou de uma tomografia. A chegada ao hospital ocorreu às 21h40; somente às 6h30 do dia seguinte ele seguia em uma maca no corredor, ainda sem ter realizado o exame.

Sistema de saúde nos EUA: brasileira relata espera de 9h

Em gravação que rapidamente viralizou, a comerciante detalhou a trajetória dentro da unidade: “Ele passou de uma cadeira de espera para outra, até ficar deitado no corredor”, contou. A influenciadora, que vive há oito anos no país, comparou a experiência ao Sistema Único de Saúde brasileiro, observando que, apesar de o serviço norte-americano ser pago, o atendimento “parecia pior”.

Após mais algumas horas, Raphael finalmente foi encaminhado à tomografia, recebeu medicação adequada e teve alta para se recuperar em casa. Jessica, entretanto, afirmou que a frustração com o tratamento recebido motivou o desabafo público.

O episódio gerou milhares de comentários e compartilhamentos, reacendendo discussões sobre infraestrutura hospitalar, tempo de espera e custos no sistema de saúde norte-americano, considerado um dos mais caros do mundo segundo a organização sem fins lucrativos KFF.

Profissionais do setor apontam que emergências superlotadas são frequentes em estados do Nordeste dos EUA, especialmente durante picos de infecções respiratórias. A demora para exames específicos, como tomografia, costuma ser atribuída à alta demanda e à limitação de equipamentos.

Moradores estrangeiros relatam dificuldade adicional ao lidar com planos de saúde privados e autorizações prévias, o que pode alongar ainda mais o tempo de permanência nos hospitais. Jessica destacou que, apesar de possuir seguro, o casal precisou aguardar sem previsão clara de atendimento.

Especialistas recomendam que pacientes verifiquem previamente quais unidades possuem centros de diagnóstico 24 h e se o plano contratado cobre exames de urgência. Em muitos casos, clínicas independentes agendam procedimentos de imagem de forma mais rápida, embora isso nem sempre seja viável em ocorrências agudas.

Enquanto Raphael segue em recuperação, o relato de Jessica mantém o tema em evidência nas redes sociais, onde usuários de diversos países compartilham experiências semelhantes. A influenciadora disse que pretende formalizar queixa junto ao hospital para obter esclarecimentos sobre o tempo de espera.

Para quem vive nos Estados Unidos, conhecer em detalhes a cobertura do seguro e as alternativas de pronto atendimento pode evitar surpresas desagradáveis. Informar-se sobre protocolos locais e levar consigo histórico médico atualizado também ajuda a acelerar triagens emergenciais.

O caso reforça a importância de discutir melhorias no fluxo de pacientes e na disponibilidade de exames, questões que afetam tanto residentes quanto imigrantes. Enquanto mudanças estruturais não ocorrem, histórias como a do casal brasileiro seguem impulsionando o debate público.

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Crédito da imagem: Foto: Reprodução/Instagram

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