Monique Evelle reafirma que é possível unir autoridade no mundo dos negócios e sensibilidade na vida privada. Aos 30 anos, a empresária baiana, listada pela Forbes entre as mulheres mais poderosas do Brasil, conta como redefiniu prioridades para incluir pausas, afeto e tempo com a família, mesmo que isso signifique recusar contratos lucrativos.
Nascida na periferia de Salvador e filha de um segurança com uma empregada doméstica, Evelle rejeita a ideia de que sua origem limite ambições. No entanto, em entrevista recente, ela enfatiza que o reconhecimento público não pode sobrepor-se ao bem-estar pessoal: “A minha vaidade não pode ser maior do que o meu resultado”, resume.
Monique Evelle destaca poder e vulnerabilidade
A executiva explica que, após 15 anos de carreira, quer ser vista além do rótulo de mulher incansável. No livro “Viagens que a Gente Não Faz por Agenda, Faz por Amor” e no podcast “Em Voz Alta”, ela compartilha bastidores da rotina dividida entre Salvador, São Paulo e Barcelona, onde o marido Lucas Santana cursa MBA. “Quando estou na Espanha, quero viver, não trabalhar”, afirma.
Da periferia ao topo das finanças
O caminho até a lista da Forbes incluiu enfrentamento de barreiras raciais, de classe e de gênero. Mesmo assim, Evelle evita narrativas centradas em dor: “Nunca ouvi em casa que eu não poderia sonhar”, recorda, lembrando as histórias de princesas negras criadas pelos pais.
Equilíbrio entre poder e afeto
“Sou a mulher mais poderosa do Brasil, mas também quero colo quando chego em casa”, revela. Para ela, demonstrar vulnerabilidade incentiva outras líderes a aceitar pausas. A decisão de expor seu lado sensível, porém, enfrentou resistência: “Às vezes, meus pares não compreendem. Esperam que eu fale apenas de superação ou racismo”.
Pressão de ser pioneira
Primeira mulher negra em diversas mesas de investimento, Evelle admite o fardo de não poder errar publicamente. “Será que seria acolhida se falhasse?”, questiona. Ela relata ter sofrido abusos emocionais no ambiente corporativo, onde aprendeu sozinha a lidar com um mercado que considera “perverso”.
Imagem: Divulgação
Dinâmica de casal e finanças
Sociedade e casamento se misturam na rotina com Lucas Santana. O casal marca alarmes diários no celular para lembrar que, antes de sócios, são parceiros de vida. Em casa, escritórios separados ajudam a dividir papéis. Sobre dinheiro, Evelle prefere investir em experiências e projetos de impacto social: “Se não há troca, é roubo energético”.
Definição de sucesso
Para a empresária, sucesso é ter liberdade de recusar propostas que comprometam momentos pessoais. “Posso perder um cliente para não me atrasar ao aniversário da minha mãe”, diz. Segundo ela, cruzar a linha de chegada vale pouco sem companhia: “Faço manutenção dos meus relacionamentos, não abro mão disso”.
Monique Evelle segue inspirando quem busca equilíbrio entre carreira e vida pessoal. Para conhecer mais histórias que unem autoestima, liderança e autocuidado, visite nossos conteúdos de beleza e estilo e continue acompanhando as novidades.
Crédito da imagem: Foto: Divulgação


