Letícia Colin une budismo e candomblé em jornada de fé

Letícia Colin explica que a combinação do budismo com o candomblé se tornou o alicerce de sua vida pessoal e profissional, influenciando inclusive a preparação para protagonizar “Quem ama cuida”, novela exibida no horário nobre.

Há quase dois meses, a atriz de 36 anos mantém uma rotina exaustiva de gravações nos Estúdios Globo. Mesmo diante de dezenas de cenas diárias, ela reserva pausas para meditar, orar ou cantar um ponto, reforçando a importância de equilibrar corpo e espírito.

Letícia Colin une budismo e candomblé em jornada de fé

Aos colegas, Colin comenta que o candomblé aprofundou a percepção sobre a natureza e o significado do ori – “cabeça” em iorubá –, enquanto o budismo oferece as ferramentas de silêncio e observação. “Penso e cuido muito do meu ori; ali estão nossa existência e nossos códigos”, afirma.

O interesse por diferentes vertentes espirituais acompanha a artista desde a infância em Santo André, no Grande ABC, onde imaginava mundos próprios para escapar dos perigos das ruas cada vez mais violentas. Aos 10 anos, ela pisou pela primeira vez em um estúdio de televisão e, dois anos depois, participou de “Malhação”, abrindo caminho para quase três décadas de carreira.

Protagonista da novela de Walcyr Carrasco e Claudia Souto, Colin vive Adriana, uma fisioterapeuta que reflete a força de muitas brasileiras. Para encarnar a personagem, a atriz adota uma disciplina de atleta: pratica pilates, ioga, inclui cúrcuma e inhame na dieta e mantém a meditação diária.

Mesmo com a agenda lotada, Letícia prioriza a maternidade. O filho Uri, de 6 anos, é descrito como “um menino que chora, e isso é maravilhoso”. A atriz defende que os meninos aprendam a lidar com frustrações e emoções, construindo um mundo menos violento. O apoio da mãe, que passa temporadas ajudando nos cuidados, reforça a ideia de criação coletiva.

Entre os bastidores, o bom humor de Colin é unanimidade. Ela registra momentos de descontração nas redes sociais, mas evita cobranças excessivas. “Tenho as ferramentas para pular fora quando preciso”, diz, lembrando que o estilo pessoal – tênis e calça larga – é adaptado conforme a ocasião para expressar diferentes versões de si.

O fascínio pela moda se une à espiritualidade: tecidos tecnológicos e novas modelagens despertam a mesma curiosidade que velas, rezas e danças do candomblé. Segundo ela, ambos os universos constroem realidades e contam histórias. Para entender melhor a tradição afro-brasileira que abraçou, a atriz pesquisa fontes como a BBC, que detalha a história e a resistência do candomblé no Brasil.

Colin admite ser rígida com o próprio desempenho, porém celebra cada conquista como fruto de mérito e também de fatores aleatórios. “Há muitas atrizes maravilhosas sem as mesmas oportunidades”, reconhece, ressaltando a importância de manter a lucidez para não dar “saltos no vazio”.

A combinação de fé, disciplina física e consciência social forma o tripé que sustenta a rotina intensa. Entre uma cena e outra, cinco minutos bastam para alinhar respiração e propósito antes de voltar ao set iluminado que ainda a emociona quando olha para cima e vê o teto repleto de refletores.

No espelho, Letícia Colin enxerga a melhor versão possível para cada dia – resultado do cuidado interior e da devoção ao ori que, segundo ela, guarda os códigos essenciais de existência.

Para saber mais sobre práticas de bem-estar que complementam a rotina de artistas e leitores, visite nossa seção Beleza e Estilo e continue acompanhando as novidades. Até a próxima!

Foto: Bruna Castanheira (GrouPart Mgt)

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