James Handy esfaqueado em Los Angeles deixou a vizinhança de Tarzana, no Vale de San Fernando, em estado de choque. O ator de 81 anos, conhecido por “Jumanji” (1995) e “Top Gun: Maverick” (2022), não resistiu a um golpe de faca no peito. O principal suspeito é o enteado, Michael Gledhill, 44, que foi preso no local.
De acordo com a Polícia de Los Angeles, Michael ligou para o serviço de emergência e se identificou: “Eu sou o filho do homem. Acabei de matar o homem do pecado”, declarou aos agentes antes de ser detido. A Justiça fixou fiança em US$ 2 milhões, e o acusado pode enfrentar até 26 anos de prisão.
James Handy esfaqueado: enteado é suspeito, dizem vizinhos
Handy morava havia pelo menos três anos com a namorada, Wendy Gledhill, no mesmo imóvel onde o crime ocorreu. Vizinhos definem o casal como “o mais simpático do quarteirão” e contam que não sabiam que Michael também residia na casa.
Aaron Titelman, 57, relatou à revista People que conversava com o ator sobre gatos e beisebol. “Era um homem humilde e gentil, grande fã do Mets”, afirmou. Ele conta que a notícia da morte foi “um choque terrível” para todos na rua.
Outro morador, Jerry Merrill, 56, disse pensar constantemente em Wendy: “É o filho dela. Ela o criou e agora lida com a realidade de ter criado um assassino, enquanto o companheiro morreu. É horrível”.
Wendy se manifestou apenas uma vez, ao The California Post, na última sexta-feira (5): “Estou tentando sobreviver um dia de cada vez. Eu amava James e meu filho. Ainda não acredito no que aconteceu”.
Segundo vizinhos, Michael apresentava comportamento paranoico e aparência descuidada. Câmeras de segurança o mostraram caminhando pela rua logo após o crime. O juiz John H. Reid determinou que o suspeito seja transferido para avaliação psiquiátrica em uma instituição especializada.
Imagem: Divulgação
Os investigadores ainda não divulgaram o motivo do ataque. Handy chegou a ser levado ao hospital, mas morreu durante o trajeto. A área foi isolada para perícia, e a família aguarda a conclusão do laudo oficial.
No bairro, o sentimento predominante é de perplexidade. “A vida é curta demais”, resume Titelman, lamentando não ter visto o ator “uma última vez”. Enquanto isso, a comunidade aguarda respostas sobre o que levou ao desfecho trágico.
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Foto: Reprodução/ABC7 Los Angeles


