Ex-namorado destrói casa e viola medida protetiva em SP

Ex-namorado destrói casa e viola medida protetiva em SP marca a escalada de violência sofrida por Gabrielly Pereira, 23 anos, moradora de Taubaté (SP). Uma semana após o fim de um relacionamento de dois anos, Paulo Henrique Santos, 22, iniciou uma série de invasões, ameaças de morte e danos ao imóvel da jovem, mesmo após a Justiça conceder medida protetiva.

A vítima registrou boletins de ocorrência em março, maio e junho, mas relata que o ex-companheiro continuou a persegui-la. Entre as intimidações, ele enviou fotos de munição, ameaçou “enchê-la de bala” e chegou a rasgar a decisão judicial diante da mãe de Gabrielly.

Ex-namorado destrói casa e viola medida protetiva em SP

O episódio mais grave ocorreu no início deste mês, quando Gabrielly encontrou a casa arrombada e completamente destruída. Acionada, a Polícia Militar entrou primeiro no imóvel e constatou a depredação; o agressor já havia fugido. Imagens dos cômodos quebrados foram publicadas nas redes sociais da jovem e ultrapassaram um milhão de visualizações.

Mesmo com a repercussão, novas ameaças surgiram. Segundo a vítima, Paulo enviou fotos íntimas dela a terceiros para intimidá-la. Desempregada, Gabrielly mudou-se às pressas com o filho e depende do apoio da mãe enquanto aguarda providências das autoridades.

Em entrevista, ela afirmou que, durante o namoro, não percebia sinais de agressividade. O término ocorreu após descobrir traições ainda na gravidez do segundo filho — o primeiro bebê do casal morreu durante a gestação. “Perdoava porque a gravidez era de risco, mas coloquei um ponto final quando meu filho nasceu”, contou.

Para a advogada Maíra Recchia, presidente da Comissão das Mulheres Advogadas da OAB-SP, a Lei Maria da Penha é referência mundial, mas falhas na aplicação deixam vítimas expostas. Em muitos casos, a revitimização ocorre pela falta de monitoramento eficaz dos agressores e pelo funcionamento limitado de Delegacias de Defesa da Mulher. A especialista lembra que mecanismos como tornozeleira eletrônica e Patrulha Maria da Penha existem, mas nem sempre são utilizados de forma ampla.

Denúncias de violência podem ser feitas pelo 190 (Polícia Militar) em caso de emergência, em qualquer delegacia ou pela Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, que funciona 24 h via telefone ou WhatsApp (61 9610-0180). O descumprimento de medida protetiva é crime e pode levar a pena de até cinco anos de reclusão, além de multa.

Especialistas recomendam que as vítimas mantenham provas de ameaças — mensagens, áudios, e-mails, transferências via Pix e prints — para fortalecer investigações. Márcia, representante da ONU Mulheres Brasil, reforça que “cada prova ajuda a demonstrar o padrão de violência e acelerar a responsabilização do agressor”.

No momento, Gabrielly reivindica a prisão de Paulo para garantir a segurança dela e do filho. “Não deveriam esperar um feminicídio para agir. Ele já ameaça a minha vida e a do próprio filho”, lamenta.

Em caso semelhante ou diante de qualquer indício de violência doméstica, procure imediatamente ajuda policial, registre ocorrência e solicite proteção judicial. A lei prevê mecanismos, mas a rapidez das autoridades é essencial para evitar tragédias.

Para mais informações sobre bem-estar e cuidados diários, visite nosso portal e continue acompanhando nossas reportagens. Sua participação é fundamental para ampliar a rede de apoio às mulheres em situação de risco.

Crédito da imagem: Imagem: Reprodução

Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis em nosso site podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você.
Rolar para cima