Tori Penso faz história como 1ª árbitra na Copa 2026

Tori Penso faz história como 1ª árbitra na Copa 2026. A norte-americana comandará, nesta quinta-feira (18), o confronto entre Tchéquia e África do Sul, em Atlanta, às 13h (horário de Brasília), abrindo oficialmente a participação de mulheres na arbitragem de uma Copa do Mundo masculina de 2026.

Ao lado da árbitra principal, as assistentes Brooke Mayo e Kathryn Nesbitt, também dos Estados Unidos, completam o trio de campo. A escolha da FIFA reforça a presença feminina em um setor tradicionalmente dominado por homens e dá sequência ao precedente estabelecido no Mundial do Catar 2022, quando uma equipe inteiramente feminina apitou Alemanha x Costa Rica.

Tori Penso faz história como 1ª árbitra na Copa 2026

Para a edição de 2026, o quadro de arbitragem reúne 170 profissionais de 50 associações nacionais; apenas seis são mulheres, equivalente a 3,5% do total. Além de Penso, a lista inclui Katia Itzel García (árbitra), Brooke Mayo, Kathryn Nesbitt e Sandra Ramírez (assistentes) e Tatiana Guzmán (oficial de vídeo). Segundo a entidade, a seleção considerou desempenho técnico e condicionamento físico avaliados nos últimos anos.

Trajetória de Tori Penso

Aos 39 anos, a americana chega ao torneio com currículo robusto. Em 2020, tornou-se a primeira mulher em duas décadas a apitar uma partida da Major League Soccer. Três anos depois, comandou a final da Copa do Mundo Feminina, entre Espanha e Inglaterra, em Sydney — a primeira decisão de Mundial arbitrada por uma profissional dos EUA.

Penso também esteve nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, atuando em partidas dos torneios masculino e feminino. Nos amistosos internacionais, ganhou rodagem em duelos como Argentina x Venezuela (2025) e Bolívia x Argélia (2026). Fora de campo, é casada com o também árbitro Chris Penso.

Outras mulheres no apito em 2026

Katia Itzel García, 33, dividirá a responsabilidade de árbitra principal. Ex-jogadora, migrou para o apito em 2016 e foi premiada como melhor árbitra do México em 2024, apesar de enfrentar ataques misóginos durante a carreira.

Tatiana Guzmán, 38, representará a Nicarágua no VAR. Ex-atleta de futebol, foi a primeira mulher a operar o vídeo-árbitro em uma partida da Liga Primera nicaraguense e já trabalhou no Mundial Feminino de 2023.

Kathryn Nesbitt, 37, combina a carreira de química, com doutorado concluído em 2015, à função de assistente. Fez história na MLS Cup 2020 ao integrar a primeira final masculina profissional na América do Norte com participação feminina.

Brooke Mayo, 37, atuará como assistente e será a primeira árbitra assumidamente LGBTQ+ em uma Copa masculina. Tornou pública sua orientação em 2024, fortalecendo a pauta de diversidade no esporte.

Sandra Ramírez, 37, completa o grupo de assistentes. Com experiência em Copas do Mundo Femininas e nos Jogos Olímpicos, trabalhou na disputa pelo bronze em Paris 2024.

Participação feminina avança, mas ainda é minoria

Embora o número de mulheres seja o mesmo da edição anterior, a presença delas continua pequena diante dos 52 árbitros, 88 assistentes e 30 oficiais de vídeo convocados. A FIFA afirma que, gradualmente, avalia ampliar a representatividade, desde que mantidos os critérios de excelência técnica.

O duelo entre Tchéquia e África do Sul, válido pela segunda rodada do Grupo —, marca não apenas pontos importantes na tabela, mas também um capítulo inédito na luta por igualdade de gênero dentro das quatro linhas.

No apito inicial em Atlanta, Tori Penso simbolizará a consolidação de anos de evolução da arbitragem feminina e abrirá caminho para novas gerações de árbitras nos principais palcos do futebol mundial.

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Crédito da imagem: Reprodução/Instagram @tori.penso

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