Motorista bêbado agora enfrenta Lei de Bobby em Montana

Motorista bêbado agora enfrenta Lei de Bobby em Montana é a manchete que traduz a virada provocada por Beth McBride, mãe do universitário Bobby Dewbre, morto em 11 de março de 2023, no dia em que completava 21 anos. O jovem atravessava a rua para pegar carona com um amigo sóbrio quando foi atropelado por um condutor com teor alcoólico de 0,20 no sangue.

Consumida pela dor, Beth passou seis semanas reclusa até que, junto da filha Carli Seymour, decidiu agir: criaria formas de impedir novas tragédias envolvendo direção sob efeito de álcool e manter viva a memória de Bobby.

Motorista bêbado agora enfrenta Lei de Bobby em Montana

O primeiro passo foi desenvolvido ainda em 1º de janeiro de 2024, quando mãe e filha lançaram a ONG Fadas dos Bares de Montana. Antes do amanhecer, voluntários vestindo coletes refletivos percorrem estacionamentos de bares em busca de carros deixados ali durante a noite. No para-brisa, eles depositam vales-presente de US$ 5 para café acompanhados de bilhetes de agradecimento por não dirigir alcoolizado. No verso, há a foto de moradores que morreram em acidentes causados por bebida ao volante.

Campanha dos “vales-café” espalha conscientização

Na primeira ação, vinte cartões foram distribuídos. A reação surpreendeu: funcionários de bares guardaram os cupons para clientes, moradores agradeceram publicamente e estados como Missouri e Washington replicaram a iniciativa. Segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), reforços positivos como esse contribuem para reduzir os índices de direção embriagada, principal causa de quase 10 mil mortes anuais nos Estados Unidos.

“Um gesto simples transforma a escolha de não beber e dirigir em algo recompensador”, afirma Seymour, relatando depoimentos de motoristas que deixaram o álcool antes de pegar o volante depois de receberem o cartão.

Projeto vira lei e endurece punição

Enquanto distribuía “presentes” nos carros, Beth buscava justiça no Legislativo. Revoltada com a pena de apenas 18 meses aplicada ao motorista responsável pela morte de Bobby, ela redigiu uma carta conceitual e pressionou parlamentares locais. O resultado foi o Projeto de Lei 267, sancionado em junho deste ano pelo governador Greg Gianforte.

A agora chamada “Lei de Bobby” cria o crime de homicídio culposo agravado sob influência de álcool. Ela vale para condutores com teor alcoólico igual ou superior a 0,16 ou que já possuam restrições judiciais para dirigir. A pena pode chegar a 30 anos de reclusão, com mínimo obrigatório de três.

“Agora existe uma lei que faz justiça às famílias quando um motorista bêbado mata alguém. Não somos apenas uma ONG que distribui café; fazemos diferença real”, celebra McBride, reforçando que as ações continuarão enquanto houver voluntários e doações.

Para as comunidades, a Lei de Bobby se soma a campanhas de conscientização e dá caráter punitivo mais severo a quem insiste em misturar álcool e direção, criando um ambiente mais seguro nas estradas de Montana e de estados que venham a adotar regras semelhantes.

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Crédito: People

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