Bomba de morfina: jovem exibe recarga mensal contra dor

Bomba de morfina: jovem exibe recarga mensal contra dor. Bomba de morfina é o dispositivo que a estudante mineira Carolina Arruda, 22 anos, utiliza diariamente para controlar a neuralgia do trigêmeo, condição classificada por especialistas como a “pior dor do mundo”. Em vídeo publicado nesta quinta-feira (25), a jovem mostrou passo a passo da recarga do aparelho instalada em seu abdômen.

A gravação exibiu o médico localizando, com as mãos, o reservatório de aproximadamente 8 cm de diâmetro instalado sob a pele. Em seguida, ele utilizou uma agulha específica para esvaziar 13 ml do opioide que restava e, logo depois, preencheu o compartimento com 20 ml de um novo analgésico.

Bomba de morfina: jovem exibe recarga mensal contra dor

Segundo Carolina, o intervalo padrão para a recarga da bomba é de quatro meses, mas, devido à alta demanda de medicação, seu procedimento ocorre uma vez por mês. O cateter do equipamento leva o fármaco diretamente ao cérebro, e a jovem ainda dispõe de um controle portátil que permite doses extras em crises agudas.

Embora seja popularmente chamada de bomba de morfina, o dispositivo pode receber diferentes analgésicos. Desta vez, o especialista optou por substituir a morfina por fentanyl, outro opioide de ação potente. “Ainda estou observando os efeitos”, relatou Carolina nas redes sociais.

A neuralgia do trigêmeo é uma disfunção do quinto par craniano, responsável pela sensibilidade do rosto. A dor é descrita como súbita, lancinante e de curta duração, mas de intensidade que beira o insuportável. O diagnóstico definitivo de Carolina só chegou após quatro anos e a consulta com 27 médicos.

De acordo com o Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos dos EUA, a condição afeta principalmente adultos acima de 50 anos, mas pode surgir em pacientes jovens, como o caso da mineira.

Carolina teve a primeira crise aos 16 anos. À época, os pais cogitaram dengue, mas a hipótese foi descartada conforme os episódios se repetiam. “Eu me apoiava no sofá da minha avó e gritava de dor”, relembra.

Hoje, a estudante compartilha a rotina de tratamentos para informar outras pessoas que enfrentam a mesma doença e reduzir o estigma sobre o uso de opioides de alta potência.

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Foto: Reprodução/Instagram

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