Sanae Takaichi assume como primeira-ministra do Japão nesta terça-feira (21), após ser confirmada pelo Parlamento aos 64 anos, tornando-se a primeira mulher a chefiar o governo japonês.
A votação no Diet consolidou a escolha anunciada em 4 de outubro, quando ela foi designada líder do governista Partido Liberal Democrático (PLD). Desde 1955, a legenda governa o país quase sem interrupções, embora enfrente queda gradual de popularidade.
Sanae Takaichi assume como primeira-ministra do Japão
A trajetória política de Takaichi começou em 1993, com sua primeira eleição para o Parlamento. Desde então, ocupou pastas de peso, entre elas Assuntos Internos e Segurança Econômica, construindo reputação de gestora de linha dura.
Ultraconservadora, a nova premiê não coloca igualdade de gênero entre prioridades. Ela defende a sucessão imperial exclusivamente masculina, rejeita o casamento entre pessoas do mesmo sexo e é contra revisar a lei que obriga casais a adotar o mesmo sobrenome. Essas posições destoam da expectativa de parte da sociedade e devem pautar debates no novo gabinete.
No cenário internacional, analistas observam que Takaichi tende a seguir a tradição do PLD de proximidade com os Estados Unidos. Segundo a enciclopédia Britannica, a sigla é peça central da política japonesa desde o pós-guerra, sustentando agendas econômicas liberais e conservadorismo social.
Fora da política, a líder se declara admiradora de Margaret Thatcher, ex-primeira-ministra britânica, e relembra o período em que tocava bateria em uma banda de heavy metal, citando Iron Maiden e Deep Purple entre suas preferências musicais.
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A posse de Sanae Takaichi marca um momento histórico para o Japão, mas também levanta questionamentos sobre os rumos de políticas sociais e de direitos civis sob sua gestão.
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