Diferença salarial entre mulheres e homens chega a 21%

Diferença salarial entre mulheres e homens segue em 21%, conforme o 4º Relatório de Transparência Salarial e Critérios Remuneratórios divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O estudo examinou dados de 54 mil empresas com pelo menos 100 empregados entre o segundo semestre de 2024 e o primeiro de 2025. No período, a remuneração média feminina foi de R$ 3.908, enquanto a masculina alcançou R$ 4.958.

Diferença salarial entre mulheres e homens chega a 21%

Embora a distância permaneça ampla, o levantamento aponta leve avanço na participação feminina no mercado, que subiu de 40,6% para 41% do total de postos de trabalho analisados — mais de 19,4 milhões de vagas. Ainda assim, 59% desses cargos continuam ocupados por homens.

Segundo a subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE, Paula Montagner, a massa salarial feminina representa apenas 35% do total pago pelas empresas, mesmo com elas correspondendo a 41% da força de trabalho. Ela destaca que políticas de flexibilização da jornada e programas de incentivo à contratação de minorias podem reduzir a desigualdade.

O recorte racial revela disparidade ainda maior. Na admissão, a diferença média entre mulheres e homens negros chega a 33,5%. Enquanto trabalhadoras negras recebem R$ 2.986, trabalhadores negros ganham R$ 6.391, mais que o dobro.

O relatório também detalha as desigualdades regionais. Paraná e Rio de Janeiro lideram a lista, com lacunas salariais em torno de 28,5%. Na sequência aparecem Santa Catarina, Mato Grosso e Espírito Santo, com cerca de 27%. Já Piauí apresenta o menor índice (7%), seguido por Amapá, Acre e Distrito Federal, todos com variações próximas de 9%.

Para Montagner, a transparência das informações, somada a ações afirmativas internamente nas empresas, tende a acelerar o equilíbrio. As conclusões oficiais podem ser conferidas no relatório completo disponibilizado pelo governo federal.

Esses números reforçam a necessidade de monitoramento constante e de políticas públicas voltadas à equidade. Para continuar informado e conhecer mais iniciativas de inclusão, visite nossos conteúdos sobre beleza e acompanhe as próximas reportagens.

Crédito da imagem: Ministério do Trabalho e Emprego

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