Mulher se forma em Medicina aos 53 anos e vira professora

Mulher se forma em Medicina aos 53 anos e transforma um sonho de infância em profissão. A carioca Juliana Julien Borges concluiu o curso na Universidade de Rio Verde, em Goiás, três décadas depois de ingressar na primeira graduação.

Nascida em Bom Jesus do Itabapoana (RJ), Juliana enfrentou limitações financeiras, estudou em escola pública e adiou a carreira médica. Antes, formou-se em Farmácia e Bioquímica pela UFJF e em Direito pelo Instituto Vianna Júnior.

Mulher se forma em Medicina aos 53 anos e vira professora

A volta à sala de aula ocorreu em 2019, quando passou no vestibular aos 47 anos. A mensalidade mais baixa — cerca de R$ 3,3 mil durante a pandemia — e desconto para candidatos acima de 40 anos tornaram o sonho possível.

Trajetória acadêmica e vida familiar

Casada com o médico Wallace, Juliana é mãe de quatro filhos — Antonio, 28, Pedro, 25, e os gêmeos João e Vitor, 22. Todos cursam ou já concluíram Medicina, reforçando o que ela chama de “família de jaleco”. Enquanto estudava, a recém-ingressa percorria diariamente o trajeto Brasília-Formosa, conciliando aulas, maternidade e gestão da casa.

Desafios e etarismo no campus

O retorno aos estudos trouxe barreiras além da distância. Juliana relatou piadas sobre idade e comentários como “devia estar aposentada”. Apesar disso, encontrou apoio em colegas mais velhos, aproveitou a maturidade para lidar com pacientes com empatia e ignorou o preconceito. Dados do Conselho Federal de Medicina indicam aumento na diversidade etária entre estudantes de cursos clínicos, tendência reforçada pela experiência dela.

Formatura marcada por momento simbólico

Em dezembro de 2024, após seis anos de graduação, Juliana recebeu o diploma das mãos dos dois filhos mais velhos, já médicos. A inversão do tradicional rito familiar foi descrita por ela como “o dia mais emocionante da vida”.

Da aluna à professora de Psiquiatria

Sua história ganhou novo capítulo em 2025, quando passou a lecionar Psiquiatria e atuar em ambulatório de saúde mental na mesma universidade. Paralelamente, cursa pós-graduação na Santa Casa de São Paulo e participa de atendimentos voluntários ligados à Igreja São Pio, em Brasília.

Inspiração para outras mulheres

Nas redes sociais, Juliana compartilha rotina e encoraja quem deseja retomar a vida acadêmica aos 40, 50 ou 60 anos. “Os anos vão passar de qualquer jeito. O que envelhece é o medo, não o sonho”, costuma repetir aos seguidores.

Ao provar que idade não é obstáculo para a formação médica, Juliana reforça a importância da perseverança e da inclusão etária nas universidades.

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Crédito da imagem: Foto: Reprodução/ Instagram

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