Angélica relembra abuso sexual que viveu aos 15 anos e reforça que falar publicamente sobre violência é essencial para proteger meninas e incentivar denúncias.
A apresentadora recordou o episódio em entrevista à revista Marie Claire, enquanto divulgava seu novo programa no GNT, “Angélica Ao Vivo”. Na conversa, ela ressaltou que o acesso à informação hoje é maior e que, por isso, “muito menos meninas vão passar pelo que eu passei”.
Angélica relembra abuso sexual e defende voz às mulheres
Segundo Angélica, o assédio ocorreu durante um compromisso profissional na França, na década de 1980, mas só foi compreendido pela artista como abuso anos depois, durante uma entrevista com a jurista Luciana Temer. “Há um apagão na mente de quem sofre violência; entender o que aconteceu foi libertador”, declarou.
Para a apresentadora, romper o silêncio ajuda a criar redes de apoio, estimula a busca por justiça e pressiona autoridades a garantirem políticas públicas de proteção. Ela citou, como exemplo, o pedido feito ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que uma mulher ocupasse a vaga no Supremo Tribunal Federal e a crítica ao Projeto de Decreto Legislativo que questiona norma do Conanda sobre acesso ao aborto legal para meninas vítimas de estupro.
Com 52 anos, mais de quatro décadas de carreira e 21 anos de casamento com Luciano Huck, Angélica diz usar sua visibilidade de forma consciente. “Tenho credibilidade com quem cresceu comigo; se posso ajudar, essa é a minha missão”, afirmou.
Além de abordar violência contra a mulher, a artista comentou sobre pressão estética. Ela lembra que iniciou a carreira antes do Estatuto da Criança e do Adolescente (1990) e que, à época, não havia regras para proteger menores na TV. “Hoje, existe mais cuidado porque lutamos por isso”, explicou, reiterando que também aprendeu a rebater críticas sobre aparência nas redes sociais.
A apresentadora destacou a importância da saúde mental dos filhos Joaquim, Benício e Eva diante da exposição midiática. Quando o término amoroso de Benício virou notícia, por exemplo, a escola entrou em contato para oferecer ajuda, mas o jovem demonstrou tranquilidade, segundo a mãe.
Imagem: Reprodução
Para embasar sua defesa ao debate público, Angélica citou dados sobre violência sexual contra menores divulgados pela Organização Mundial da Saúde, que apontam a subnotificação como um dos principais desafios no combate ao problema.
A artista também comentou o amadurecimento no relacionamento com Huck. “O tempo traz cumplicidade; agora que os filhos estão mais velhos, conseguimos nos dedicar ao casal”, disse. Ela avalia que a experiência conta na televisão, mas reconhece que o etarismo ainda impede mulheres maduras de ocuparem espaço na mídia.
Por fim, Angélica afirmou que manterá a pauta feminista em evidência no “Angélica Ao Vivo” e incentivou outras mulheres a denunciarem qualquer forma de violência. “Não é um assunto fácil, mas o silêncio protege o agressor e não a vítima”, concluiu.
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Crédito da imagem: Reprodução / Instagram @angelicaksy


