Criança brasileira com dedos decepados é o centro de um inquérito aberto pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação de Portugal, após o grave episódio registrado na Escola Básica de Fonte Coberta, no distrito de Viseu.
O ministro português Fernando Alexandre determinou que a Inspeção-Geral da Educação e Ciência investigue todas as circunstâncias que levaram a um aluno de 10 anos perder a ponta de dois dedos da mão esquerda, em 10 de novembro. A decisão foi comunicada em ofício ao embaixador do Brasil em Lisboa, Raimundo Carreiro Silva, que havia cobrado providências.
Criança brasileira com dedos decepados: inquérito em Portugal
No documento, datado de 19 de novembro, Fernando Alexandre reafirma “o compromisso da escola pública com a segurança, o bem-estar e a integridade de todos os seus estudantes”. Segundo nota divulgada nesta sexta-feira (21) pela Embaixada do Brasil, o governo luso garantiu proteção imediata à vítima e à família.
O caso ocorreu quando dois colegas teriam prendido a mão do menino na porta do banheiro, resultando em ferimentos que exigiram uma cirurgia de três horas no Hospital de São João, no Porto. Após o ataque, a família deixou Cinfães e se mudou para Santa Maria da Feira, onde residem os sogros da mãe, Nívia Estevam.
Nívia tornou o episódio público nas redes sociais e relatou que o filho vinha sofrendo agressões recorrentes, como puxões de cabelo, chutes e tentativas de enforcamento. Sem recursos para iniciar uma ação contra o Estado português, a família conta agora com o apoio de 18 advogados que atuam nas esferas cível e criminal.
O Governo brasileiro acompanha de perto a apuração, em cooperação com sua representação diplomática. Já em Portugal, entidades de defesa da infância pressionam por medidas preventivas contra a violência escolar. De acordo com reportagem do jornal Público, especialistas defendem a revisão imediata dos protocolos de segurança nas instituições de ensino.
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Enquanto o inquérito avança, o garoto segue em recuperação, e a comunidade escolar aguarda as conclusões oficiais para que responsabilidades sejam definidas.
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