Colesterol e câncer de mama: um estudo conduzido pelo Cancer Center at Illinois, da Universidade de Illinois (EUA), demonstrou que um derivado do colesterol pode acelerar o avanço tumoral e dificultar a resposta à quimioterapia.
Publicada na revista Cancer Letters, a pesquisa analisou o 27-hidroxicolesterol (27HC). O metabólito alterou o comportamento de neutrófilos, células de defesa que, sob estímulo dessa molécula, passaram a liberar vesículas extracelulares (VEs) capazes de favorecer a sobrevivência das células cancerígenas.
Colesterol e câncer de mama: estudo revela resistência
Segundo a primeira autora Natália Krawczynska, o 27HC “instrui” os neutrófilos sobre quais mensagens inserir nas vesículas. Ao chegar ao tumor de mama, essas partículas induzem as células malignas a adotar características de células-tronco, aumentando seu poder de multiplicação, de disseminação pelo corpo e de resistência aos medicamentos quimioterápicos.
A conexão preocupa porque atinge duas condições muito frequentes entre mulheres. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) projeta cerca de 73 mil novos casos de câncer de mama no Brasil em 2025, enquanto a Sociedade Brasileira de Cardiologia estima que 40% dos adultos apresentam colesterol elevado – com predominância feminina.
Para Erik Nelson, líder do trabalho, bloquear a comunicação desencadeada pelo 27HC pode potencializar terapias já disponíveis. “Se conseguirmos interromper esse processo, os medicamentos atuais tendem a funcionar melhor”, afirmou o pesquisador.
As próximas etapas envolverão testes com compostos capazes de inibir a ação do 27HC e a investigação de marcadores sanguíneos que indiquem risco de metástase antes mesmo de o câncer se espalhar.
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Os autores destacam que, caso esses ensaios sejam bem-sucedidos, será possível não apenas otimizar tratamentos, mas também criar estratégias preventivas para mulheres com colesterol elevado ou outras alterações metabólicas.
Resumo: o estudo americano reforça a importância de monitorar o colesterol como parte da prevenção integrada contra o câncer de mama e abre caminho para novas abordagens terapêuticas.
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