Cantor emo trai fã, que depois vira comissária de bordo

Cantor emo trai fã durante o Réveillon e, anos depois, a jovem transforma a decepção em combustível para construir uma carreira internacional como comissária de bordo. O caso, que começou quando a então adolescente o encontrou nos bastidores de um programa de TV, mostra como a traição impulsionou uma mudança radical de vida.

A protagonista, identificada como Carol Tamoin, tinha 18 anos quando conheceu o vocalista que idolatrava. A afinidade nas redes sociais levou a encontros frequentes, viagens com a banda e, em poucos meses, ao namoro. O relacionamento, no entanto, desmoronou após ela descobrir que o cantor passara o Ano-Novo com outra jovem.

Cantor emo trai fã, que depois vira comissária de bordo

Confrontado com fotos que comprovavam a viagem, o músico negou até admitir o envolvimento paralelo. Segundo Carol, ele encerrou a discussão pedindo que ela deixasse sua casa — sob chuva. Duas semanas depois, ele assumiu publicamente o novo namoro, dedicou-lhe uma música e tatuou o nome da nova parceira, repetindo promessas que fizera à antiga.

Abalada, Carol decidiu reagir. “Não vou ser lembrada como a menina descartada”, disse. Ela matriculou-se em curso de inglês, ingressou na faculdade de Letras e passou 11 anos dando aulas e traduzindo livros. A reconstrução da autoestima incluiu diálogo com a então rival: ambas descobriram ter sido enganadas simultaneamente e apoiaram-se para seguir adiante.

Cinco anos depois, Carol buscou outro sonho: tornar-se comissária de bordo. Mesmo mais velha que a maioria das alunas, concluiu o treinamento durante a pandemia, aprendeu francês e, após economizar, mudou-se para a França, onde trabalha em companhia aérea europeia.

Em 2023, o ex-namorado tentou reatar, mas recebeu um “não”. Carol afirma não guardar mágoas, embora critique a falta de respeito dele com as mulheres. A história ilustra, segundo psicólogos entrevistados pela BBC, como experiências de rejeição podem impulsionar mudanças positivas quando há foco em objetivos pessoais.

Hoje, Carol vive em território francês e namora um cidadão local. Ela destaca a importância de priorizar quem realmente a apoia, recordando que não abriu mão de passar o último Ano-Novo com a avó — falecida recentemente. “Só um pé na bunda te joga para cima”, resume, ecoando a mãe.

A ex-rival, por sua vez, faz mestrado na Europa. Para Carol, a lição principal é cultivar amor-próprio antes de qualquer relação: “O amor chega quando a gente se ama”.

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Foto: Arquivo pessoal

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