Canetas emagrecedoras reduzem duração do botox facial

Canetas emagrecedoras reduzem duração do botox facial é a constatação de um estudo recente que analisou o efeito dos agonistas do receptor GLP-1, substâncias presentes em medicamentos como semaglutida, liraglutida e tirzepatida, sobre tratamentos estéticos.

A pesquisa, publicada no portal científico PubMed, calculou que a ação da toxina botulínica em aplicações faciais caiu de uma média de 20 para cerca de 16 semanas entre usuários desses fármacos. O trabalho é o primeiro a investigar a possível interação entre os drogas que estimulam GLP-1 e o botox.

Canetas emagrecedoras reduzem duração do botox facial

De acordo com a dermatologista Natasha Crepaldi, o encurtamento ocorre porque há interferência na via da proteína SNAP-25, essencial tanto para o mecanismo do GLP-1 quanto para a toxina botulínica. “A perda de massa magra e o aumento do metabolismo também alteram a difusão e a absorção da toxina no músculo”, explica.

A endocrinologista Deborah Beranger pondera que o princípio ativo das canetas não danifica a pele diretamente. O problema surge quando o emagrecimento rápido provoca flacidez, sobretudo no rosto. Nesse cenário, o suporte natural da face diminui e exige ajustes no planejamento das aplicações.

Segundo a dermatologista Ana Carolina Sumam, a redução abrupta de gordura muda a dinâmica muscular e intensifica sulcos e rugas. “Áreas que antes apresentavam bom preenchimento podem exibir depressões mais marcadas, obrigando o profissional a rever doses e pontos de aplicação”, afirma.

Além do botox, outros procedimentos dependem de pele nutrida e estrutura adequada. Crepaldi cita bioestimuladores de colágeno (como Sculptra e Radiesse), preenchimentos faciais, lasers fracionados e ultrassons microfocados. Já terapias corporais de firmeza também podem ter efeito discreto em pacientes com tecido cutâneo fragilizado, acrescenta Sumam.

Tratamentos invasivos, entre eles lasers ablativos e peelings profundos, merecem atenção redobrada quando há déficit nutricional. “Com menos nutrientes, a pele regenera-se devagar, elevando risco de cicatrização lenta, pigmentação irregular e infecções”, alerta Sumam. A imunidade comprometida pode potencializar reações adversas.

A dermatologista Fabiolla Sih ressalta ainda que a falta de apetite decorrente das canetas reduz a ingestão de líquidos e nutrientes, impactando a produção de colágeno e o viço da pele. Por isso, o acompanhamento interdisciplinar é considerado essencial.

Profissionais recomendam que cada caso seja avaliado de modo individualizado, envolvendo dermatologista, endocrinologista e nutricionista. Dessa forma, é possível equilibrar o plano de emagrecimento com cronogramas de procedimentos estéticos, diminuindo riscos e otimizando resultados.

Para quem já faz uso das canetas emagrecedoras e deseja manter o efeito de procedimentos, a orientação principal é não interromper o acompanhamento médico. Ajustes na dieta, reposição de nutrientes e intervalos estratégicos entre as sessões podem preservar a eficácia dos tratamentos.

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Imagem: Divulgação

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