O aplicativo Sapphos foi lançado em 29 de agosto, Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, com a proposta de oferecer um espaço digital seguro e representativo para mulheres sáficas no Brasil. A iniciativa é liderada pela produtora Alice Chiappetta, idealizadora e CEO, em parceria com a desenvolvedora de software Beatriz Muniz, que atua como diretora de operações.
Origem da ideia
A concepção do Sapphos nasceu da percepção de que as plataformas de relacionamento disponíveis no país não atendiam às necessidades específicas da comunidade sáfica. Segundo Alice, a ausência de um ambiente exclusivo dificultava a formação de vínculos afetivos, de amizade e até profissionais. “Queríamos criar um porto seguro, feito por pessoas sáficas para pessoas sáficas”, afirma a CEO.
O projeto ganhou forma em 2023, quando Alice convidou a amiga e programadora Gabriela — colega de escola e então funcionária de um banco — para compor a equipe. Sem investidores externos, as fundadoras reuniram nove profissionais mulheres, entre desenvolvedoras, advogada e engenheira, que aderiram voluntariamente à proposta.
Como funciona o app
Ao criar um perfil, a usuária pode definir se busca amizade, relacionamento casual ou namoro sério. O algoritmo conecta pessoas por afinidades, como interesses em música indie, vegetarianismo ou preferência por gatos. Também é possível filtrar matches em qualquer região do país, o que, segundo as criadoras, atende à realidade de cidades com poucos espaços de socialização lésbica.
Entre as funcionalidades exclusivas, destaca-se o “calendário sáfico”, que reúne eventos voltados à comunidade em todo o Brasil e permite ver quem mais confirmou presença. A equipe defende que encontros presenciais continuam essenciais para fortalecer laços.
Segurança reforçada
Por tratar-se de um público historicamente vulnerável, o Sapphos adota verificação rigorosa de identidade: telefone, e-mail e documentos são conferidos manualmente. O nome do documento é exigido apenas para checagem; o nome social aparece em destaque no perfil. A plataforma ainda oferece seleção de múltiplos pronomes, contemplando diferentes identidades dentro do espectro sáfico.
Modelo de negócios
O aplicativo é gratuito, mas conta com a versão premium Sapphos Plus, que custa R$ 49,90 por mês ou R$ 44,90 no plano anual. O serviço pago libera recursos como geolocalização detalhada e curtidas ilimitadas.
Imagem: Pexels
Expectativas de expansão
A meta inicial de 2 000 usuárias no primeiro mês foi superada antes mesmo da estreia oficial. Um tuíte sobre o lançamento ultrapassou 2 milhões de visualizações e as redes sociais do Sapphos já reúnem cerca de 20 000 seguidoras. “Queremos que o app seja um hub de encontros, amizades e negócios, fortalecendo a comunidade”, diz Alice.
As criadoras reforçam que, apesar das inevitáveis comparações, o Sapphos não se propõe a ser uma versão feminina de aplicativos voltados ao público gay masculino. “Usamos a expressão ‘Grindr lésbico’ apenas para ilustrar o público-alvo, mas nossa estrutura e prioridades são outras”, explica Beatriz.
Com equipe 100% sáfica e interface totalmente em português, o Sapphos pretende se consolidar como a principal plataforma de relacionamento para mulheres que não se identificam como homens e que se sentem atraídas por outras pessoas também não-homens.
Os planos futuros incluem parcerias com marcas inclusivas, ampliação do calendário de eventos e lançamento de recursos comunitários que facilitem networking profissional.
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