O Dia da Visibilidade Lésbica, celebrado em 29 de agosto, foi instituído em 1996 após o primeiro Seminário Nacional de Lésbicas (Senale) e se consolidou como data de luta contra a invisibilidade e de afirmação de direitos. Nesse contexto, a moda surge como linguagem de resistência para mulheres que, ao longo das décadas, romperam padrões e transformaram o modo como suas identidades são percebidas.
Marina Lima
Com mais de 40 anos de carreira na música brasileira, Marina Lima adotou cabelo curto, alfaiataria minimalista e paleta urbana como assinatura visual. Ao falar abertamente sobre sua sexualidade, estabeleceu pontes entre autenticidade artística e representatividade em um cenário ainda conservador.
Chappell Roan
Kayleigh Rose Amstutz, nome civil de Chappell Roan, combina letras confessionais com estética teatral inspirada em drag e figurinos de palco. Botas de plataforma, corsets e maquiagem vibrante marcam seus shows. Revelação do Grammy 2025 e atração confirmada para o Lollapalooza Brasil 2026, a cantora reforça a força de uma nova geração pop.
Kristen Stewart
De estrela da franquia “Crepúsculo” a diretora exibida em Cannes com “A Cronologia da Água”, Kristen Stewart tornou-se embaixadora da Chanel em 2013. Alfaiataria desconstruída, cortes de cabelo ousados e a mistura de peças tradicionalmente masculinas com alta-costura definem seu estilo.
Lena Waithe
Primeira mulher negra ganhadora do Emmy de Melhor Roteiro em Série de Comédia por “Master of None”, a criadora de “The Chi” subverte dress codes de tapetes vermelhos. O terno com capa nas cores da bandeira LGBTQIA+ usado no Met Gala 2018 exemplifica sua união de streetwear e ativismo.
Jenna Lyons
À frente da J.Crew por 27 anos, Jenna Lyons reposicionou a marca ao misturar alfaiataria, jeans e lantejoulas. Camisas oversized e sapatos de impacto fazem parte de seu guarda-roupa. Em 2023, tornou-se a primeira integrante abertamente lésbica do elenco de “Real Housewives of New York City”, ampliando sua influência na cultura pop.
Jenny Shimizu
Musa do movimento “lesbian chic” dos anos 1990, Jenny Shimizu desfilou para Calvin Klein, Prada e Jean Paul Gaultier. Cabelo raspado, tatuagens e ternos minimalistas marcaram sua trajetória, que incluiu campanhas recentes, como a da Balenciaga em 2018, e relacionamentos públicos com celebridades que desafiaram tabus de gênero.
Imagem: Getty s
Gladys Bentley
Pianista e cantora de blues do período Harlem Renaissance, Gladys Bentley usava smokings, cartolas e gravatas em clubes nos anos 1920, alterando letras populares para celebrar a homossexualidade. Em meio a perseguições, antecipou a moda sem gênero que hoje ganha as passarelas.
Madge Garland
Nascida em 1898, Madge Garland foi editora de moda em revistas britânicas e a primeira diretora de moda do Royal College of Art. Viva nos círculos artísticos londrinos entre guerras, sustentava silhuetas estruturadas e alfaiataria impecável, pavimentando caminhos para mulheres em cargos de liderança no setor.
Cada uma dessas oito personalidades utilizou o vestuário para comunicar identidade, denunciar limites sociais e influenciar gerações, reforçando a importância do Dia da Visibilidade Lésbica como marco de afirmação e resistência.
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