Debora Bloch aborda consciência de classe ao criar os filhos

Debora Bloch aborda consciência de classe ao criar os filhos, enfatizando que a proteção materna sempre caminhou lado a lado com a noção de realidade social. A atriz de 62 anos, com 45 de carreira, afirmou que “afinal, sou uma mãe judia”, mas fez questão de oferecer aos herdeiros, Julia e Hugo Anquier, a percepção das desigualdades do país.

Durante entrevista sobre o remake de “Vale Tudo”, em que interpreta Odete Roitman, Bloch citou passagens do romance “O Colibri”, de Sandro Veronesi, para refletir sobre liberdade, empatia e responsabilidade coletiva. Ela comparou a complexidade da personagem ao desafio de educar filhos em meio a um cenário marcado por disparidades sociais.

Debora Bloch aborda consciência de classe ao criar os filhos

A atriz explicou que Odete Roitman de 2025 “não tem empatia, é classista e representa um pensamento retrógrado”, mas também traz camadas que ressignificam mulheres de 60 anos: liberdade sexual, independência e poder profissional. Para Bloch, mostrar esse perfil na TV reforça a importância da representatividade de mulheres maduras em papéis centrais.

No campo pessoal, Debora relatou que sempre buscou referências fora dos padrões estéticos predominantes. Ídolos como Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia e Gilberto Gil a ajudaram a consolidar a ideia de que “quebrar o padrão” também é um ato de consciência social. Essa visão norteou a educação dos filhos, hoje com 32 e 25 anos, que cresceram entre ambiente protegido e exposição à realidade brasileira.

Bloch critica o “suco de elite” que, segundo ela, domina parte do Congresso Nacional e aprova leis em benefício próprio. “Não existe país possível quando a maioria vive mal”, afirmou, ressaltando que políticas públicas reais são indispensáveis para a superação da pobreza.

Pouco depois de concluir as gravações de “Vale Tudo”, a atriz passou uma temporada em Berlim com o filho mais novo. De volta ao sítio na serra fluminense, dedica-se a ioga, aulas de cerâmica, musculação e ao próximo projeto: ampliar o plantio de árvores frutíferas e nativas da Mata Atlântica.

A maturidade, diz ela, trouxe calma e autoconhecimento. “Já não preciso provar nada para ninguém. Entendo meus limites e minhas conquistas”, afirmou, destacando que equilíbrio entre proteção e consciência de classe continua sendo seu maior legado familiar.

Esse posicionamento de Bloch dialoga com debates recentes sobre desigualdade e direitos sociais, tema explorado por veículos de renome como a BBC News Brasil, que analisa os impactos da concentração de renda no país.

Bloch também surpreendeu ao viralizar nas redes sociais: bastidores, memes e cortes de cena postados em seu Instagram (1,8 milhão de seguidores) alcançaram milhares de comentários. Ela atribui o engajamento à união entre alcance popular e identificação do público com a trama.

Para concluir, a atriz reforça que a arte deve provocar reflexão. “Sempre acreditei na função social do ofício. Representatividade importa”, disse, alinhando carreira, vida pessoal e ativismo em torno de valores que considera inegociáveis.

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Crédito da imagem: Bob Wolfenson

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