Tratamentos de beleza a evitar no verão, diz dermatologista

Tratamentos de beleza a evitar no verão ganham destaque nesta reta final de ano, período marcado por festas, viagens e maior exposição ao sol. A dermatologista Ligia Novais alerta que agendar procedimentos agressivos agora pode provocar manchas e irritações difíceis de reverter durante a estação mais quente.

Segundo a especialista, a pressa em conquistar pele viçosa para as celebrações ignora um dado essencial: o resultado pleno de muitas técnicas só aparece após cerca de 45 dias, tempo necessário para o ciclo completo de renovação cutânea. “Sem planejamento, o risco de hematomas e hiperpigmentação aumenta”, explica.

Tratamentos de beleza a evitar no verão, diz dermatologista

Confira os quatro procedimentos que, de acordo com Novais, devem ficar fora da agenda enquanto o sol estiver forte:

1. Peelings
Os ácidos removem camadas superficiais e deixam a barreira cutânea fragilizada. Alguns ativos ainda reagem ao calor, elevando a chance de manchas e vermelhidão.

2. Lasers
A tecnologia provoca inflamação controlada para estimular colágeno. Contudo, a pele sensibilizada precisa de recuperação em ambiente fresco e longe da radiação ultravioleta para evitar escurecimentos.

3. Microagulhamentos
As microlesões causadas pelas agulhas aceleram a produção de elastina, mas geram inflamação intensa. “É um método potente que não indico nesta época”, observa a médica.

4. Tratamentos contra manchas em peles com melasma
Quem convive com melasma deve redobrar cuidados. Procedimentos inflamatórios podem agravar o quadro mesmo com uso regular de filtro solar.

Para garantir segurança, a recomendação é conversar com o dermatologista sobre alternativas suaves e adotar rotinas diárias de limpeza, hidratação e fotoproteção. A Sociedade Brasileira de Dermatologia reforça, em seu site, que chapéus, óculos escuros e roupas com proteção UV são complementos indispensáveis (veja mais orientações).

Além dos cuidados externos, água em abundância e alimentação rica em antioxidantes auxiliam na manutenção do chamado “glow” sem recorrer a procedimentos agressivos. “A pele ideal é construída ao longo do ano”, resume Novais.

No pós-procedimento — mesmo quando indicados —, protetor solar de amplo espectro deve ser reaplicado a cada duas horas. Barreiras físicas, como bonés, completam a defesa contra raios UVA e UVB, principais gatilhos de manchas e envelhecimento precoce.

Em síntese, evitar peelings, lasers, microagulhamentos e abordagens intensas para melasma durante o verão é a melhor estratégia para preservar a saúde cutânea. Planeje os tratamentos para meses mais amenos e invista em cuidados diários constantes.

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Crédito da imagem: Getty Images

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