Professor da USP é demitido por assédio sexual após denúncia

Professor da USP é demitido por assédio sexual após denúncia — A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) votou de forma unânime, nesta quinta-feira (11), pela demissão do professor Alysson Mascaro, acusado por alunos de assédio sexual.

O processo interno teve início depois que o site The Intercept divulgou, em dezembro de 2023, relatos que apontavam condutas abusivas do docente entre 2006 e o começo de 2024. Todas as supostas vítimas são homens. Em função das denúncias, Mascaro estava afastado há mais de oito meses.

Professor da USP é demitido por assédio sexual após denúncia

Em 12 de fevereiro, a USP instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) a pedido da Procuradoria-Geral, que identificou “indícios de materialidade” nos relatos. Segundo depoimentos de alunos e ex-alunos, o professor convidava estudantes a seu apartamento sob o pretexto de orientação acadêmica, ocasião em que teriam ocorrido os abusos. Um dos estudantes relatou ter sido pressionado a ficar apenas de cueca e abraçar o docente, supostamente como parte de práticas atribuídas a filósofos da Grécia Antiga.

A investigação interna foi conduzida sob sigilo e, agora, o parecer favorável à demissão seguirá para análise da Reitoria da USP. Paralelamente, o Ministério Público solicitou abertura de inquérito policial para apurar as denúncias na esfera criminal.

Em nota, a defesa de Alysson Mascaro classificou o procedimento como “lawfare”, alegando violação ao devido processo legal. Os advogados Fabiana Marques, Yan Assumpção e Kayama Lima sustentam haver irregularidades, como mudanças sucessivas na descrição dos fatos e intimações consideradas inadequadas. A banca afirma ter adotado todas as medidas judiciais cabíveis contra a decisão.

Antes da divulgação das acusações, em 30 de novembro de 2023, Mascaro publicou nas redes sociais que era alvo de “crime cibernético” e “perseguição virtual” desde 2023, supostamente promovida para atacar sua reputação e descredibilizar sua obra acadêmica e política.

Procurada, a USP informou que não comentará o caso porque o processo segue sob sigilo.

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Crédito da imagem: Reprodução

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