Tiroteio na Universidade Brown deixa duas vítimas fatais

Tiroteio na Universidade Brown voltou a expor a violência armada nos campi universitários dos Estados Unidos. No sábado (13), um atirador matou dois estudantes e feriu outros nove no prédio de engenharia da instituição, em Providence, enquanto a comunidade acadêmica entrava em lockdown.

Entre os sobreviventes está Mia Tretta, 21 anos, aluna do terceiro ano que pela segunda vez escapa de um massacre escolar. Em 2019, quando estudava na Saugus High School, na Califórnia, ela levou um tiro no abdômen e perdeu a melhor amiga.

Tiroteio na Universidade Brown deixa duas vítimas fatais

Durante o ataque mais recente, Tretta e a colega de quarto receberam inúmeras mensagens alertando sobre um homem armado. “O alarme de incêndio dispara sempre e nunca é nada, mas logo chegaram centenas de textos. Depois veio o aviso oficial: correr, esconder ou lutar”, relatou.

O campus permaneceu fechado até a manhã de domingo. Para Tretta, a sensação de medo misturou-se à resignação: “É terrível que isso tenha acontecido em Brown, mas não é surpreendente. Algo assim pode ocorrer em qualquer lugar do país”.

Ativismo contra a violência armada

Desde que sobreviveu ao primeiro ataque, Tretta tem usado a própria história em discursos e vigílias para pressionar por maior controle de armas, especialmente sobre as chamadas “armas fantasmas”. Em entrevista de 2021, ela destacou a dificuldade de rastrear o revólver usado no crime de 2019 e apelou por legislação federal.

Dias antes do tiroteio em Brown, a estudante participou de uma vigília nacional em Washington, organizada pela Newtown Action Alliance, grupo criado após o massacre de Sandy Hook, em 2012. Lá, ouviu depoimentos de outras vítimas e reforçou que “a violência armada não discrimina”.

Investigação em andamento

O suspeito do atentado continua foragido, e a Polícia Federal dos EUA auxilia nas buscas. Enquanto isso, a universidade oferece apoio psicológico e acadêmico aos estudantes. Autoridades locais reconhecem a urgência de políticas de segurança mais eficazes para evitar novas tragédias.

Segundo um levantamento recente do BBC News, os Estados Unidos somaram mais de 600 tiroteios em massa apenas em 2023, reforçando a dimensão do problema.

Tretta pretende manter o ativismo mesmo diante do trauma renovado. “Se não podemos ir à aula sem medo de sermos baleados, nossos representantes não estão cumprindo seu papel”, concluiu.

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Crédito da imagem: The Guardian

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