Mulheres na Ciência seguem rompendo barreiras em laboratórios, universidades e centros de pesquisa no Brasil, onde a desigualdade de gênero ainda impõe jornadas mais longas e renúncias adicionais às cientistas.
Para impulsionar essas trajetórias, o programa Para Mulheres na Ciência, criado pelo Grupo L’Oréal em parceria com a Academia Brasileira de Ciências e a UNESCO no Brasil, concedeu neste ano bolsas-auxílio de R$ 50 mil a oito pesquisadoras, elevando o investimento total desde 2006 para mais de R$ 7 milhões.
Mulheres na Ciência: programa premia oito pesquisadoras
O reconhecimento abrange duas grandes áreas. Em Ciências da Vida, foram destacadas Jaqueline Sachett, Juliana Hipólito, Sonaira Silva e Luana Rosatto, enquanto em Ciências da Engenharia e Tecnologia a vencedora foi Paula Maçaira. As categorias Ciências Matemáticas, Ciências Físicas e Ciência Química premiaram, respectivamente, Renata Guerra, Thaís Azevedo e Vanessa Nascimento.
Segundo a UNESCO, iniciativas que ampliam a representatividade feminina geram impactos que ultrapassam a carreira individual, estimulando meninas e jovens a seguir a mesma rota. A influenciadora e pesquisadora Kananda Eller, do perfil “Deusa Cientista”, reforça que “ao premiar mulheres, abrimos caminho para que outras não tenham tantos medos”.
Os relatos das laureadas ilustram esse efeito multiplicador. A sul-matogrossense Luana Rosatto lembra que a prima, Janine Inez Rossato, recebeu o mesmo prêmio em 2008 e tornou-se inspiração para a família. Já a acreana Sonaira Silva comemora ser a primeira doutora de sua linhagem, provando que a distância de 600 km da capital não impediu a conquista acadêmica.
Cristina Garcia, diretora de Pesquisa Avançada do Grupo L’Oréal para a América Latina, ressalta que apoiar mulheres científicas “é investir em conhecimento confiável e no combate à desinformação”. Para Patrícia Bozza, vice-presidente regional da Academia Brasileira de Ciências, o programa demonstra resultados concretos ao transformar jovens bolsistas em líderes reconhecidas globalmente, como a astrofísica Thaisa Bergmann, laureada em 2015 por estudos sobre buracos negros.
Imagem: selmy Yassuda
Em 2025, o Para Mulheres na Ciência completa 20 edições no país e mantém a meta de fortalecer redes de pesquisa femininas, sobretudo entre aquelas que enfrentam desafios adicionais de raça, território e situação econômica.
Iniciativas como essa reforçam que a ciência torna-se mais diversa e inovadora quando conta com múltiplas vozes. Acompanhe outras histórias inspiradoras em nossa editoria e descubra mais sobre cuidado pessoal no artigo sobre rotina de skincare ideal para o clima brasileiro.
Crédito da imagem: Divulgação/L’Oréal


