Efeito irmã é o nome dado à teoria que associa homens que cresceram com irmãs a comportamentos mais empáticos e atentos em relacionamentos amorosos.
A discussão ganhou força no TikTok, onde vídeos com milhões de visualizações defendem que esses irmãos seriam “green flag” por aprenderem, desde cedo, a lidar com o universo feminino, desenvolver autoconsciência e evitar atitudes machistas.
Efeito irmã: homens criados com irmãs são green flag?
Embora a ideia seja sedutora, pesquisas como a publicada em 2018 pelo Fórum Econômico Mundial, em parceria com as Universidades de Calgary e Toronto, indicam apenas efeitos indiretos: irmãos com fortes habilidades de empatia tendem a influenciar positivamente os outros, independentemente do gênero.
A psicóloga Ingrid Olivieri explica que a presença de uma irmã pode ampliar repertórios emocionais, mas não determina, por si só, a forma como um homem se relacionará. “Tudo depende da qualidade da convivência, dos significados construídos e do clima emocional da família”, afirma.
Na mesma linha, a psicanalista Jhulie Campello lembra que empatia e comunicação afetiva são moldadas principalmente pelos adultos de referência: “Se o menino cresce vendo respeito entre os pais, a tendência é reproduzir esse padrão, com ou sem irmãs”.
Especialistas alertam, ainda, para o risco de transferir às mulheres a responsabilidade de educar emocionalmente os homens. Rotular parceiros como bons apenas porque têm irmãs pode gerar expectativas irreais e frustrações futuras.
Imagem: Adriano Goldman
No fim, a mensagem central é clara: rótulos familiares não garantem relacionamentos saudáveis; atitudes concretas, sim. Avaliar como a pessoa age, comunica e assume responsabilidades vale mais do que qualquer teoria.
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