Desfiles de moda 2025 foram palco de estreias aguardadas, retornos às origens e narrativas que aproximaram criação e cotidiano. Ao longo do ano, apresentadores de diferentes continentes traduziram valores, memórias e futuros possíveis em coleções que ultrapassaram a estética pura.
Da alta-costura europeia às semanas brasileiras, o período destaca-se como etapa de transição e amadurecimento criativo, revelando um setor atento à conexão real com o público.
Desfiles de moda 2025: 10 passarelas que marcaram o ano
Bottega Veneta – verão 2026
Recém-chegada, Louise Trotter assumiu o comando criativo e expandiu o tradicional couro Intrecciato para além de bolsas e sapatos. Jaquetas, trench coats e alfaiataria oversized de ombros definidos construíram uma Bottega Veneta leve, experimental e alinhada às demandas da mulher contemporânea.
Chanel – verão 2026
No Grand Palais, Matthieu Blazy propôs um diálogo imaginário com Gabrielle Chanel. Revisões de tweed, jersey e seda ganharam virtuosismo técnico, enquanto cenografia cósmica pontuou a volta consciente às bases da maison.
Balenciaga – verão 2026
Pierpaolo Piccioli trouxe um resgate sensível aos códigos de Cristóbal Balenciaga. Volumes cocoon e silhuetas esculturais apareceram com leveza, em harmonia com acenos ao streetwear e ao futurismo dos últimos diretores.
Wales Bonner – verão 2026
Grace Wales Bonner aprofundou o cruzamento entre alfaiataria clássica e referências da diáspora negra. Tecidos fluidos e detalhes artesanais apresentaram elegância contida e consolidaram a etiqueta como projeto consistente da moda atual.
Apartamento 03 – SPFW N60
Luiz Cláudio celebrou Benjamim de Oliveira, palhaço negro pioneiro, ao inserir elementos lúdicos na alfaiataria: fraques, cartolas e golas rufo dividiram espaço com volumes bufantes e estampas gráficas, remetendo ao dândismo contemporâneo.
Neriage – 12ª coleção
Em cenário inédito no Colégio Dante Alighieri, a marca inspirou-se na obra de Regina Parra e no livro “Autobiografia do Vermelho”, de Anne Carson. Plissados em múltiplos graus de rigidez traduziram o vermelho como emoção e narrativa sensível.
Imagem: Getty s
Mondepars – segundo desfile
No Theatro Municipal de São Paulo, Sasha Meneghel apresentou alfaiataria geométrica, blazers ampulheta e corsets escultóricos. Tricôs, trançados e assimetrias trouxeram fluidez, reforçando a construção de uma identidade minimalista.
Piet – SPFW N59
Com trilha de Marcelo D2 e público de 4 mil pessoas no Estádio do Pacaembu, Pedro Andrade celebrou a cultura do futebol. Camisas, chuteiras revisitadas e colaborações de peso reafirmaram o streetwear como linguagem central da Piet.
Normando – SPFW N59
Inspirada no romance “Chove nos Campos de Cachoeira”, de Dalcídio Jurandir, a dupla Marco Normando e Emídio Contente destacou materiais da biodiversidade amazônica, como látex e fibra de buriti, oferecendo novo olhar para o Norte do Brasil.
Givenchy – inverno 2025
Sarah Burton estreou na sede histórica da casa com alfaiataria precisa, drapeados e ombros marcados. A releitura do bullet bra apontou para futuro promissor, equilibrando legado e inovação.
Para conhecer mais tendências e análises de especialistas, consulte a cobertura completa da Vogue Brasil, referência internacional em jornalismo de moda.
Em 2025, cada uma dessas dez apresentações reforçou a moda como campo de debate cultural, social e identitário, elevando a experiência do desfile a um espaço de reflexão coletiva.
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