Melhores livros escritos por mulheres em 2025

Melhores livros escritos por mulheres dominaram as leituras da redação da revista em 2025, revelando romances, autoficções e narrativas premiadas que ampliam o debate sobre memória, raça, trauma e relações familiares.

Da ascensão de uma família negra que enfrenta o racismo estrutural à volta de uma lendária tenista decidida a defender seu legado, estas obras exibem estilos variados, mas têm em comum a força de autoria feminina que pautou o ano literário.

Melhores livros escritos por mulheres em 2025

1. “Meridiana”, de Eliana Alves Cruz

Publicado pela Companhia das Letras, o romance de 184 páginas acompanha uma família negra que, após melhorar de vida, muda-se da periferia para um condomínio em área central. A narrativa polifônica expõe as marcas do racismo em diferentes gerações, oferecendo espelhos incômodos e, ao mesmo tempo, esperança sobre o futuro.

2. “A árvore mais sozinha do mundo”, de Mariana Salomão Carrara

Lançado pela Todavia, o livro vencedor do Prêmio de Literatura de São Paulo traz objetos inusitados — árvore, roupa de proteção, espelho e caminhonete — como narradores. A partir deles, o cotidiano de uma família agricultora no Sul do Brasil revela os perigos do uso de agrotóxicos e as contradições do amor.

3. “Os abismos”, de Pilar Quintana

No selo Intrínseca, a autora colombiana narra a história da pequena Claudia, de oito anos, que tenta compreender a mãe em meio a depressão e traições. A infância, descrita como terreno que repercute pela vida inteira, destaca solidão, expectativas frustradas e violências cotidianas que atravessam gerações de mulheres.

4. “Carrie Soto está de volta”, de Taylor Jenkins Reid

A escritora norte-americana, também publicada pela Companhia das Letras, revisita o universo esportivo para contar a história de uma ex-tenista que retorna às quadras a fim de proteger o recorde que a consagrou. As descrições de jogo transformam o leitor em espectador de partidas eletrizantes, enquanto a protagonista exibe camadas de determinação e fragilidade.

5. “Análise”, de Vera Iaconelli

Misturando ensaio psicanalítico e memória, a autora lança pela Zahar um relato íntimo sobre seu próprio processo de análise. A franqueza ao revisitar a própria história provoca identificação imediata e reflete sobre como lembranças podem ser motor de mudança.

6. “Três”, de Valérie Perrin

Com 528 páginas, a obra da francesa Perrin alterna entre a infância de Adrien, Étienne e Nina, em 1986, e o ano de 2017, quando um carro submerso é descoberto em um lago. Segredos antigos vêm à tona, entrelaçando temas como luto, relações tóxicas e diferentes formas de amar, sempre guiados por uma narrativa envolvente.

7. “Sem despedidas”, de Han Kang

A vencedora do Nobel de Literatura conduz a personagem Kyung-ha até a gélida Ilha de Jeju, onde realidade e delírio se misturam enquanto ela cuida do pássaro de uma amiga hospitalizada. O romance, da Todavia, evidencia as cicatrizes deixadas por um massacre ocorrido nos anos 1940 e retrata dores coletivas ainda não cicatrizadas na Coreia.

Para saber mais sobre algumas dessas publicações, visite o site da editora Companhia das Letras, referência em literatura contemporânea e clássica.

Esses títulos mostram a diversidade de temas e abordagens das autoras em 2025, reforçando a importância da voz feminina no cenário literário.

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Crédito da imagem: Divulgação/Companhia das Letras

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