Queda de cabelo: colina, biotina e ferro são essenciais para quem nota mais fios na escova, no travesseiro ou no ralo do chuveiro, alerta a engenheira química e nutricionista espanhola Marta León. Segundo a especialista em saúde hormonal feminina, aproximadamente 80% dos casos têm origem alimentar ou hormonal, exigindo atenção imediata.
León afirma que o problema deixa de ser sazonal quando a perda se intensifica nas laterais, têmporas, raízes aparentes ou fios visivelmente finos. Nessas situações, tratar apenas a superfície não resolve: é preciso investigar o que ocorre dentro do organismo.
Queda de cabelo: colina, biotina e ferro são essenciais
A especialista destaca o fígado como órgão-chave. Quando sobrecarregado, ele falha na metabolização do estrogênio, interferindo diretamente na saúde capilar. Para otimizar essa função, a colina — nutriente presente em ovos, salmão, frango e leguminosas — atua como aliada ao ajudar na metabolização de gorduras e na filtragem hormonal.
Outro ponto crítico é a deficiência de ferro, comum em mulheres, sobretudo durante a menstruação. O mineral garante oxigenação adequada ao folículo; sem ele, o fio não cresce forte. León recomenda incluir ovos, carnes de qualidade, peixes gordurosos, vegetais de folhas verdes e leguminosas na rotina. Mexilhões e amêijoas são opções que oferecem ferro e zinco simultaneamente.
Falando em zinco, ele se junta à biotina como protagonista na formação de queratina, principal proteína do cabelo. Ovos orgânicos concentram essas duas substâncias, tornando-se alimento estratégico para quem busca recuperar densidade e brilho dos fios.
Alimentos alaranjados, como abóbora, manga e cenoura, merecem espaço no prato. Ricos em betacaroteno, eles se convertem em vitamina A, essencial para a renovação dos tecidos, incluindo couro cabeludo e haste capilar. Já os ácidos graxos ômega-3, obtidos de peixes oleosos, sementes de linhaça e chia, nutrem as glândulas dos folículos e contribuem para o equilíbrio hormonal, especialmente após os 40 anos.
León lembra que o cabelo reflete o estado hormonal geral. Durante a gravidez, a elevação de hormônios deixa os fios mais volumosos; no pós-parto, a queda repentina desses hormônios provoca eflúvio intenso. Ciclo menstrual e menopausa também impactam textura, brilho e densidade, reforçando a necessidade de monitorar nutrientes ao longo da vida.
Além da dieta, sono adequado e controle do estresse são indispensáveis. O cortisol elevado compromete a regeneração capilar, anulando parte dos benefícios obtidos com a alimentação. “Comer bem não adianta se vivermos constantemente estressadas”, resume a especialista.
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Números divulgados pela Organização Mundial da Saúde corroboram a visão de que deficiências nutricionais estão entre as causas mais comuns de queda, destacando a importância de exames regulares para checar níveis de ferro, zinco e vitaminas do complexo B.
Em resumo, quem percebe perda acentuada de fios deve:
- Testar os níveis de ferro e avaliar estoque de ferritina;
- Aumentar a ingestão de colina por meio de ovos e leguminosas;
- Garantir biotina e zinco, priorizando ovos, mexilhões e sementes;
- Incluir fontes de ômega-3 e betacaroteno;
- Manter rotina de sono regular e reduzir estresse.
Essas medidas não substituem acompanhamento médico, mas formam a base de um protocolo eficaz para restaurar o equilíbrio interno e, consequentemente, a saúde dos cabelos.
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