Brigitte Bardot morre aos 91 anos em sua residência em Saint-Tropez, no sul da França, encerrando uma trajetória que mudou para sempre os rumos da moda e da beleza a partir dos anos 1960.
A fundação que leva o nome da atriz confirmou o falecimento neste domingo (28). A causa da morte não foi divulgada. Bardot havia sido hospitalizada em outubro, em Toulon, para uma cirurgia, recebendo alta no mesmo mês.
Brigitte Bardot morre aos 91 anos e deixa legado fashion
Nascida em Paris em 28 de setembro de 1934, Brigitte Anne-Marie Bardot despontou no cinema internacional aos 22 anos, com o filme “E Deus Criou a Mulher” (1956), dirigido por Roger Vadim. O papel consolidou sua imagem de mulher livre e ousada, influência que ecoou pela cultura pop dos anos 1960.
Carreira no cinema e influência cultural
Ao longo de cerca de 50 produções, Bardot protagonizou títulos marcantes como “A Verdade” (1960), de Henri-Georges Clouzot, e “O Desprezo” (1963), de Jean-Luc Godard. Sua última aparição pública de grande repercussão ocorreu em 2007, mais de três décadas após sua aposentadoria das telas.
Estilo que redefiniu a moda
Ex-bailarina clássica, a atriz popularizou as sapatilhas quando pediu à Repetto um modelo mais sensual para “E Deus Criou a Mulher”. Batizadas de “Cinderela”, as flats em vermelho-carmim tornaram-se um clássico do guarda-roupa feminino.
Entre outros marcos, Bardot transformou a blusa listrada de marinheiro em peça-chave após usá-la em “O Desprezo”, combinada a uma fita de cabelo larga. Já o decote ombro a ombro ganhou o nome “decote Bardot” e é revisitado até hoje por estilistas em coleções de primavera-verão.
Em 1959, quebrou protocolos ao se casar com Jacques Charrier usando um vestido rosa com estampa vichy, então visto como trivial. O modelo de Jacques Esterel inaugurou a tendência do xadrez vichy na alta-costura e inspirou criações, como a linha de bolsas BB da Lancel, lançada em 2010.
Beleza atemporal
O cabelo loiro platinado e propositalmente desalinhado, a franja cortina (curtain bangs) e o delineado preto intenso nos olhos definiram o visual de Bardot. O combo cabelo volumoso e olhar felino moldou a estética “gatinho esfumado”, replicada por celebridades da geração Z, como Sabrina Carpenter e Mia Goth.
Imagem: Getty s
Bardot também incorporou elementos western ao armário — couro, jeans e botas longas — antecipando tendências que ganhariam força nos anos 1970. Em 1968, por exemplo, vestiu um microvestido de couro com botas acima dos joelhos, criado por Roger Vivier.
Repercussão e legado
Instituições de moda e beleza em todo o mundo lamentaram a morte da estrela. Segundo a BBC, estilistas contemporâneos continuam a citar Bardot como referência de autenticidade e conforto, valores cada vez mais valorizados pela indústria.
A Fundação Brigitte Bardot, criada em 1986 para a proteção animal, informou que seguirá atuando em honra à fundadora. A organização mantém projetos em mais de 60 países, reforçando outra faceta do legado da atriz.
Com a partida de Bardot, encerra-se um capítulo da história cultural francesa, mas suas contribuições à moda, à beleza e à defesa dos animais permanecem vivas, inspirando novas gerações a experimentar liberdade criativa.
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Foto: Getty Images


