França condena influenciadores a penas que chegam a seis meses de prisão por assédio virtual sexista contra Brigitte Macron, esposa do presidente Emmanuel Macron. A decisão, proferida pelo Tribunal de Paris nesta segunda-feira (5), atinge nove réus responsabilizados por disseminar boatos que alegavam falsamente que a primeira-dama seria um homem.
Os ataques começaram logo após a eleição presidencial de 2017 e ganharam força internacional, impulsionados por vozes da extrema direita, entre elas a podcaster norte-americana Candace Owens. Em 2024, Brigitte levou o caso à Justiça francesa, relatando danos pessoais e familiares — seus netos chegaram a ouvir nas escolas que a avó “seria um homem”.
França condena influenciadores por ataques a Brigitte Macron
O juiz Thierry Donnard avaliou que os acusados agiram para atingir a honra de Brigitte Macron, usando termos depreciativos sobre seu sexo e insinuando, ainda, uma falsa ligação com pedofilia. Oito dos condenados receberam penas entre quatro e oito meses de prisão, todas com suspensão condicional. Um nono réu, ausente da audiência, foi sentenciado a seis meses em regime fechado, enquanto uma décima pessoa deverá frequentar um curso de conscientização sobre prevenção ao ódio on-line.
Além das penas, o tribunal impôs proibição de acesso às redes sociais por seis meses. Donnard sublinhou que a prática integra “estratégias recorrentes de desinformação digital destinadas a enfraquecer figuras públicas, sobretudo mulheres vinculadas ao poder”. A sentença foi repercutida pela imprensa francesa e internacional; segundo o Le Monde, esse tipo de veredicto reforça a responsabilidade penal por discursos de ódio na internet.
Brigitte e Emmanuel Macron têm recorrido a ações judiciais tanto na França quanto nos Estados Unidos para enfrentar notícias falsas sobre a relação do casal. Em declaração recente, a primeira-dama afirmou que continua lutando contra o assédio on-line, “para mostrar aos adolescentes que é possível reagir e vencer a violência digital”.
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No entendimento do tribunal, os réus violaram não apenas a honra da primeira-dama, mas também legislações francesas que tipificam como crime o assédio motivado por sexo ou identidade de gênero. Ainda cabem recursos, porém a decisão já é considerada um marco no combate à desinformação e ao discurso de ódio direcionado a mulheres em postos de visibilidade.
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