Myha’la Herrold, protagonista de “Industry”, da HBO, consolida-se como a fashionista mais comentada do momento ao transformar cada aparição pública em um estudo sobre proporções, texturas e identidade.
Da campanha para grifes como Loewe, Stella McCartney e Miu Miu ao tapete vermelho do Met Gala de 2025, a atriz norte-americana reforça uma estética que foge da feminilidade polida e abraça silhuetas desconstruídas, volumes inusitados e sobreposições que desafiam convenções.
Myha’la Herrold lidera tendência fashionista internacional
Esse magnetismo visual deriva da forma como Herrold utiliza a roupa para narrar quem é. Em “Industry”, sua Harper Stern veste a alfaiataria como armadura em um ambiente hostil; fora da tela, a artista inverte a equação e faz da moda um campo de experimentação. Mini e máxi convivem no mesmo look, couro aparece onde se esperaria brilho e estruturas rígidas contrastam com transparências delicadas.
No look todo Loewe que viralizou nas redes, por exemplo, a atriz sobrepôs um blazer oversized a um macaquinho esportivo ajustado, ampliando as possibilidades de ambas as peças. A escolha dialoga com a leitura de críticos internacionais, como apontou a revista Vogue, de que Herrold traduz a moda contemporânea ao equilibrar o sexy e o intelectual.
A ousadia também se estende às produções noturnas. Em vez de recorrer a paetês óbvios, Myha’la investe em couro, transparências pontuais e texturas que instigam o olhar. Vestidos de festa ganham quadris ampliados, mangas volumosas ou estruturas arquitetônicas que aproximam o styling do design industrial.
Quando opta por códigos clássicos, a atriz injeta ironia: um vestido preto básico recebe sobreposição com mangas bufantes, e o resultado está longe de ser careta. Já no Met Gala de 2025, ela vestiu lã cinza estruturada por Raul Lopez, da Luar, combinada a botas Timberland sob medida, reafirmando seu compromisso com looks que subvertem expectativas.
Sensualidade e frescor caminham juntos em escolhas que mesclam delicadeza e rigidez, juventude e sobriedade. Cinturas baixas, volumes amplos e camadas inesperadas aparecem como afirmação de que estilo não precisa obedecer a rótulos nem seguir tendências passageiras.
Imagem: Getty s
A ascensão de Herrold no radar das grandes grifes reflete essa autenticidade. Quanto mais se afasta de arquétipos previsíveis, mais fortalece a imagem de uma artista comprometida com a própria narrativa visual. Para os especialistas, o impacto vai além do tapete vermelho: suas combinações incentivam consumidores a priorizar expressão pessoal em detrimento de status.
Analistas de moda concordam que, ao desconstruir clássicos e alternar referências esportivas, alfaiataria e streetwear, Myha’la Herrold aponta caminhos para uma moda mais inclusiva e menos engessada. Não se trata de exagero: cada look traduz a possibilidade de questionar normas e criar novos códigos.
Em síntese, a estrela de “Industry” se consolida como um termômetro de tendências ao evidenciar que a peça perfeita é aquela que comunica identidade. Seu repertório, que mistura minishorts com casacos longos e tricôs sobre alfaiataria, demonstra que a moda mais cool da vez nasceu para provocar — e permanecer.
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