Bety Almeida: bastidores da parceria com Manoel Carlos marca a trajetória discreta, porém essencial, da terceira esposa do consagrado novelista brasileiro, morto no sábado (10). Bety, ou Elisabety Gonçalves de Almeida, acompanhou o marido durante o tratamento contra a Doença de Parkinson e foi peça-chave na administração de seus projetos.
Internado em Copacabana, Manoel Carlos enfrentava complicações motoras e cognitivas provocadas pela doença. Enquanto ele escrevia tramas que retratavam a elite carioca no Leblon, ela cuidava de negociações, burocracias e da rotina familiar, mantendo a vida pessoal longe dos holofotes.
Bety Almeida: bastidores da parceria com Manoel Carlos
Casados desde 1981, Bety e Maneco formaram uma dupla profissional. Ela atuou nos bastidores de mais de 15 novelas, garantindo que contratos, prazos e direitos autorais fossem preservados. À frente da produtora Boa Palavra, criada pela filha do casal, Júlia Almeida, Bety administra o catálogo do autor e desenvolve novos projetos.
Além de Júlia, atriz e roteirista, o casal teve Pedro Almeida, falecido em 2014, em Nova York, aos 22 anos. Em momentos de crise, como a perda do filho, Bety manteve a família unida e amparou o marido. Também não hesitou em falar publicamente quando rumores sobre a saúde de Manoel Carlos surgiram; em 2014, negou que ele tivesse se afastado da novela “Em Família” por problemas médicos, esclarecendo que o autor apenas lidava com uma antiga questão de coluna.
Em entrevista à revista TPM, em 2009, Manoel Carlos revelou que “tolerância e paciência” sustentavam o casamento. O autor salientou ainda a confiança de Bety diante da aproximação de atrizes em busca de oportunidades, reforçando a solidez da relação.
Outro hábito do casal era viajar com filhos e netos por até três meses ao ano. Para o novelista, esse tempo em família ajudava a equilibrar a rotina intensa de novelas, enquanto Bety consolidava acordos e mantinha a dinâmica doméstica.
A importância de Bety ultrapassou as fronteiras da casa e chegou ao cenário empresarial. Na Boa Palavra, ela centraliza discussões sobre adaptações, licenças e exibições das obras de Maneco. O modelo de gestão de Bety garante que a herança artística do autor permaneça viva para novas gerações.
Imagem: Reprodução
Detalhes sobre a causa da morte não foram divulgados oficialmente. Segundo informações publicadas pelo portal G1, a família confirmou apenas que o agravamento do Parkinson afetou severamente as funções motoras e cognitivas do autor.
Discreta, Dona Bety raramente concede entrevistas ou participa de eventos públicos. Sua atuação, contudo, está registrada em cada contrato assinado, em cada novela exibida e em cada decisão estratégica que manteve o legado de Manoel Carlos relevante na história da teledramaturgia brasileira.
No momento, ela segue à frente da Boa Palavra, conduzindo negociações futuras e zelando pela memória do marido, enquanto recebe homenagens de profissionais da TV que reconheceram seu papel essencial nos bastidores.
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Foto: Reprodução/Instagram


