Ácidos no verão: cuidados para evitar manchas e irritações ganharam destaque nas rotinas de skincare, mas a combinação entre ativos químicos e alta radiação solar pode desencadear hiperpigmentação e vermelhidão se o uso não for adequado.
Entender a função de cada tipo de ácido é o primeiro passo. Esfoliantes químicos, como glicólico, retinoico, salicílico e lático, aceleram a renovação celular e controlam a oleosidade. Já o ácido hialurônico atua como hidratante, enquanto kójico e tranexâmico são indicados para clarear manchas.
Ácidos no verão: cuidados para evitar manchas e irritações
Segundo a dermatologista Laís Rios, alguns ativos devem ser suspensos na estação mais quente. O retinoico, por exemplo, aumenta a sensibilidade cutânea e eleva o risco de marcas escuras após a exposição solar. O mesmo vale para esfoliantes e clareadores fortes, classificados como fotossensibilizantes.
Permanecem liberados na temporada o ácido hialurônico, o azelaico, o tranexâmico em concentrações moderadas e a já conhecida vitamina C, que oferece ação antioxidante sem potencializar a fotossensibilidade.
Ajustar frequência e concentração é essencial: intercale os dias de aplicação, escolha fórmulas suaves e observe a resposta da pele. Caso surjam sinais de irritação, interrompa o uso e recorra a calmantes, como aloe vera e água termal.
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Independentemente do ativo escolhido, o protetor solar não é negociável. Rios recomenda filtros com FPS 30 ou superior, amplo espectro (UVA, UVB e luz visível) e reaplicação a cada duas horas. Diretrizes semelhantes são reforçadas pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, que alerta para o aumento de queimaduras durante o verão.
Em síntese, manter a pele saudável nos meses de forte incidência solar é possível, desde que o usuário conheça o perfil de cada ácido e adapte seu ritual. Quer aprofundar-se em cuidados diários? Visite nosso guia completo de skincare e continue atualizado sobre saúde e beleza.
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