Protestos no Irã 2026 ganham força desde o fim de 2025, quando a moeda local despencou e a inflação disparou, provocando manifestações que já atingem 31 províncias e mais de 100 cidades.
O estopim econômico logo se transformou em mobilização política ampla. Comerciantes do histórico Gran Bazar de Teerã iniciaram os atos, mas trabalhadores, estudantes e, sobretudo, mulheres passaram a liderar a frente de batalha contra o regime teocrático.
Protestos no Irã 2026: mulheres desafiam regime
Os manifestantes agora exigem, além de alívio no custo de vida, reformas estruturais e maior representatividade social. O movimento contesta mais de uma década de ausência de espaços democráticos e questiona símbolos do poder estabelecido após a revolução de 1979.
Nas ruas e nas redes sociais, mulheres iranianas destacam-se ao retirar o hijab em público, exibindo o cabelo como ato de resistência. Imagens viralizadas mostram também manifestantes usando fotos do líder supremo Ali Khamenei para acender cigarros, gesto visto como desafio direto à autoridade religiosa.
A coragem feminina tem raízes recentes: em 2022, a morte de Mahsa Amini sob custódia da Polícia da Moralidade detonou o lema “Mulher, Vida, Liberdade”. Esse legado ecoa em 2026, fortalecendo a busca por direitos básicos e liberdade de expressão.
A resposta estatal é severa. Forças de segurança lançaram munição real, gás lacrimogêneo e realizaram detenções em massa. Um apagão total de internet e voz tenta silenciar o país. Organizações internacionais relatam centenas de mortos e milhares de presos; entre as vítimas está a estudante Rubina Aminian, morta a tiros em Teerã, símbolo do alto custo humano desses atos.
Imagem: Getty s
Segundo a Human Rights Watch, o governo alega ingerência estrangeira, mas grupos de direitos humanos afirmam que a insatisfação é genuína, alimentada pela falta de liberdades civis e pelo autoritarismo vigente.
Em janeiro de 2026, o Irã vive momento decisivo. Enquanto o rial segue fraco e a inflação corrói salários, manifestantes pedem dignidade, liberdade e o fim de restrições que limitam a vida cotidiana, especialmente das mulheres. Ainda não há clareza sobre o desfecho, mas o impacto histórico já se faz sentir dentro e fora do país.
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Foto: Dan Kitwood/Getty Images


