Câncer de mama: criadora supera 12 anos em tratamento é o enredo real que a aposentada e influenciadora Anna Carolina Fernandes, 41 anos, compartilha com mais de 110 mil internautas em seu perfil no Instagram. Diagnosticada em 2014 com câncer de mama metastático, ela ouviu que viveria apenas seis meses. Doze anos depois, continua registrando cada etapa da batalha no quadro “Oncoflix”, transformando a própria jornada em fonte de informação e esperança.
O primeiro sinal surgiu no banho, quando percebeu um caroço na mama. Após um exame clínico que minimizou o achado, dores intensas na coluna levaram-na a um ortopedista. A ressonância, seguida de testes complementares, confirmou metástase óssea e hepática. Com apoio do namorado, da mãe e de uma tia médica, recebeu o diagnóstico completo e enfrentou 36 sessões de quimioterapia apenas no primeiro ano.
Câncer de mama: criadora supera 12 anos em tratamento
Desde então, a rotina de Fernandes incluiu radioterapia, radiocirurgia, hormonioterapia, terapia-alvo e protocolos revisados sempre que a doença mostrava resistência. “No início eu nem carregava uma bolsa de mão, minha coluna estava muito frágil”, recorda. Aos poucos, ela passou a encarar o câncer como “um inimigo conhecido”, ciente de que, com os avanços da medicina, muitas pessoas convivem com a doença de forma crônica.
Em 2019, os exames apontaram remissão: não havia sinais detectáveis do tumor. Ainda assim, o tratamento prossegue. Atualmente, Fernandes ingere três comprimidos diários de terapia-alvo para bloquear a mutação no gene BRCA2, considerada fator de risco para tumores malignos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), alterações nos genes BRCA1 e BRCA2 elevam significativamente a probabilidade de câncer de mama e de ovário ao longo da vida.
O relato transparente da influenciadora tornou-se referência para quem busca compreender a realidade de um câncer metastático. Cada episódio de “Oncoflix” detalha efeitos colaterais, consultas e exames, mas também viagens, festas e planos futuros. “São 12 anos de muito tratamento, mas também de muita vida”, reforça.
As redes sociais, lembra ela, servem como extensão do consultório médico ao difundir informação responsável. Especialistas destacam que compartilhar experiências contribui para adesão terapêutica e combate ao estigma. A oncogeneticista Allyne Queiroz, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explica que o gene BRCA2 funciona como supressor tumoral, “verificando a divisão celular e nos protegendo da formação de câncer”; quando mutado, ele perde parte dessa capacidade, exigindo monitoramento contínuo.
Fernandes acredita que a comunicação direta ajuda outras pacientes a reconhecer sinais precoces e a discutir opções de tratamento. “Hoje, entendo que a doença pode ser controlada por anos”, afirma. Mesmo sem previsão de término para a medicação, ela planeja novas temporadas do “Oncoflix” para mostrar que é possível conciliar consultas, exames e qualidade de vida.
Imagem: pessoal
No Brasil, o câncer de mama é o tipo que mais acomete mulheres depois do de pele não melanoma. O INCA estima quase 74 mil novos casos por ano no triênio 2023-2025. Diagnóstico precoce e tratamento individualizado aumentam as chances de sucesso, reforçando a importância de atenção a qualquer mudança nas mamas.
Fernandes encerra cada postagem com a mesma mensagem: “Informação salva vidas”. Sua história comprova que prognósticos podem ser superados graças à combinação de ciência, apoio familiar e atitude positiva.
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Crédito: Reprodução/Instagram


