Ju Knust relata superação após divórcio de 15 anos logo após encerrar um casamento que começou na adolescência e lhe trouxe dois filhos. A atriz, de 45 anos, conta que enfrentou medo, crise de identidade e chegou a “sentir o fundo do poço” antes de reencontrar equilíbrio.
Decidida a recomeçar, a artista simplificou o nome artístico de Juliana para Ju, seguindo orientação de uma numeróloga, e mergulhou em mudanças pessoais e profissionais, incluído o retorno aos palcos com a comédia romântica “Aluga-se um Namorado”.
Ju Knust relata superação após divórcio de 15 anos
No espetáculo, em cartaz no Rio desde 23 de janeiro, Ju divide a cena com Eri Johnson, alternando drama e humor. “É uma história de pertencimento e busca pela própria voz”, diz ela, que acumula quase três décadas de carreira e se prepara para interpretar Mônica Silva, esposa de Zeca Pagodinho, no filme biográfico do cantor.
Sua rotina, porém, vai além dos palcos. A atriz ajusta a guarda compartilhada dos filhos, Matheus (16) e Arthur (10), e reconhece que, após a separação, precisou de apoio de família, amigos, psicólogos e médicos para reorganizar a vida. “Aprendi a transformar dor em aprendizado. Às vezes é preciso sombra para enxergar a luz”, resume.
O novo momento inclui cuidados físicos e estéticos. Em 2023, Ju enfrentou a alopecia androgenética com transplante capilar de 11 horas e, para o Carnaval, dedica-se a treinos que reforçam a saúde. Musa do tradicional Cordão do Bola Preta pelo segundo ano consecutivo, ela lembra de inseguranças antigas: “Antes eu evitava exposição; agora celebro meu corpo do jeito que é, sem medo de julgamento”.
Autoconfiança é palavra-chave. A atriz recorda que, no início da carreira, temia entrevistas ao vivo e sofria pressões de imagem, chegando a dietas extremas e uso de remédios para emagrecer. “A maturidade traz clareza. Hoje sei quem sou e do que sou capaz”, afirma Ju, ecoando mensagem reforçada por especialistas ouvidos pela revista Marie Claire sobre autoestima pós-divórcio.
Para 2024, o foco é ampliar repertório artístico com personagens “complexos e que provoquem reflexão na sociedade”. No horizonte, ela também aguarda a retomada do longa sobre Zeca Pagodinho, adiado por questões de produção. “Será uma honra viver Mônica; torço para que o projeto avance logo”, diz.
Imagem: Divulgação
Entre ensaios, apresentações e blocos de rua, Ju encara a maternidade com determinação: “Não existe manual. Tento fazer o melhor, mesmo sabendo que posso errar”. Segundo a atriz, encarar períodos sem os filhos foi desafio inicial da guarda alternada, mas hoje ela aproveita os intervalos para autocuidado — parte fundamental do processo de reconstrução da autoestima.
“Quando a gente está bem, o olhar brilha mais”, conclui Ju Knust, exemplificando como reinvenção pessoal e profissional podem caminhar juntas após o fim de um relacionamento longo.
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Crédito da imagem: Marie Claire


