Glitter no sexo: riscos e cuidados essenciais no Carnaval

Glitter no sexo pode transformar a diversão do Carnaval em desconforto sério se alguns cuidados forem ignorados. Embora o brilho seja praticamente um item obrigatório nos bloquinhos, ele apresenta riscos quando entra em contato com as regiões genitais.

Especialistas alertam que suor, calor, protetor solar e óleos corporais facilitam o deslocamento das partículas reluzentes para vulva, pênis ou ânus, criando cenário propício a irritações e infecções.

Glitter no sexo: riscos e cuidados essenciais no Carnaval

Ginecologistas ouvidas pela reportagem explicam que o glitter comum é formado por plástico ou compostos metalizados com pontas microscópicas. Esse “micro-lixa” pode alterar o pH vaginal, provocar coceira, inflamação, corrimento e abrir portas para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Em 2017, o lançamento do lubrificante Passion Dust, uma cápsula com glitter para uso intravaginal no Reino Unido, acendeu o alerta da comunidade médica justamente por esses motivos.

Como o glitter afeta a mucosa íntima

Segundo a ginecologista Camila Bolonhezi, a fricção intensa somada às bordas afiadas das partículas cria microlesões. Loreta Canivilo compara o efeito a passar lixa em pele sensível: “A mucosa entende o produto como corpo estranho, que gruda em secreções e permanece por mais tempo”, explica.

Áreas seguras para brilhar

Para reduzir problemas, o glitter deve ser aplicado em pontos distantes da vulva, como rosto, ombros, pescoço, peito e costas. Devem ser evitadas região da virilha, grandes lábios e monte de Vênus. Se houver histórico de alergia cutânea ou vulvovaginites de repetição, o ideal é manter o brilho longe do abdômen, quadris e parte interna das coxas.

Dicas rápidas de limpeza

Interromper o clima para um banho completo nem sempre é viável no meio do bloco, mas alguns “hacks” ajudam a limpar o excesso. Panos úmidos ou lenços sem álcool e sem perfume retiram boa parte do glitter. Uma ducha fria rápida também funciona. Quanto menos produtos oleosos na região íntima, melhor, já que óleos carregam as partículas para dentro da roupa e da pele.

Camisinha é barreira extra

Além de prevenir gravidez e ISTs, o preservativo oferece proteção adicional contra a ação abrasiva do glitter. Ainda assim, nada substitui a limpeza externa cuidadosa antes do ato. A vagina, por ser autolimpante, nunca deve ser lavada internamente, nem com duchas próprias, soro ou sabonetes.

Sintomas de alerta pós-folia

Nas 24 h a 72 h seguintes, fique atento a inchaço, ardência, coceira intensa, sensação arenosa, pequenos sangramentos, secreção rosada ou corrimento fora do padrão. Persistindo dor, mau cheiro ou irritação, procure um ginecologista.

Mais informações sobre saúde íntima podem ser encontradas no portal do Ministério da Saúde, que traz orientações atualizadas sobre prevenção de ISTs.

Para curtir a folia sem imprevistos, lembre: aplique o brilho longe das regiões genitais, limpe a pele antes do sexo, use camisinha e observe sinais do corpo após a festa. Dessa forma, o Carnaval segue reluzente apenas onde deve.

Caso queira aprofundar seu cuidado pessoal, confira também nosso guia de produtos em Saúde e Beleza e continue acompanhando nossas matérias. Bom Carnaval e divirta-se com responsabilidade!

Crédito: Freepik

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