Rachel Scott estreia na Proenza Schouler com foco real

Rachel Scott estreia na Proenza Schouler abrindo a semana de moda de Nova York outono/inverno 2026 com uma coleção que privilegia a complexidade da mulher contemporânea.

A designer jamaicana radicada no Brooklyn assumiu o lugar dos fundadores Jack McCollough e Lazaro Hernandez, agora na Loewe, carregando a expectativa de renovar uma etiqueta cultuada pela elite intelectual nova-iorquina.

Rachel Scott estreia na Proenza Schouler com foco real

Scott, que também dirige a própria Diotima, traz ao cargo um repertório singular: ela é uma mulher negra, imigrante, queer e convive com a doença de Charcot-Marie-Tooth, condição neurológica que afeta a mobilidade. Essa vivência múltipla sustenta seu desejo de refletir, nas roupas, a autenticidade de corpos e narrativas diversas.

Referências feministas embasam a coleção

Para estruturar a temporada, a diretora criativa mergulhou no livro “Speculum of the Other Woman”, da filósofa Luce Irigaray, e no filme “Teorema” (1968), de Pier Paolo Pasolini. O resultado é um guarda-roupa que equilibra rigor intelectual e imperfeição deliberada, propondo silhuetas levemente deslocadas e texturas expressivas.

Alfaiataria relaxada e detalhes inesperados

Conjuntos de saia em tricô substituem a lã tradicional, cinturas altas alongam as pernas e tecidos propositalmente amassados acompanham a jornada que vai do escritório à noite. Ilhoses aparentes, costuras que parecem inacabadas e uma estampa de orquídea Dendrobium — flor de hastes espinhosas — reforçam a ideia de que elegância também pode ser questionadora e bem-humorada.

Scott demonstra domínio técnico sem rigidez. A mobilidade de cada look foi pensada para a “mulher real”, figura que, segundo a estilista, costuma ser simplificada por olhares masculinos na moda. Em entrevista recente ao The New York Times, ela criticou rótulos como “sexy” ou “certinha”, defendendo a pluralidade feminina.

Impacto na passarela e no futuro da marca

Ao abrir a NYFW, a coleção sinaliza novo capítulo para a Proenza Schouler: desenho nascido do diálogo, não da idealização distante. A recepção inicial de críticos e compradores indica que a grife encontrou frescor sem perder a sofisticação que a consagrou.

No encerramento do desfile, Scott foi aplaudida de pé, evidenciando que seu début oficial atendeu — e talvez superou — as altas expectativas depositadas desde setembro passado.

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Foto: Getty Images

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