Moda medieval ganha força no inverno 2025, ressurgindo como resposta estética a um cenário global de instabilidade. Armaduras, véus, malhas de metal e corsets reforçam a ideia de proteção, devoção e mistério nos desfiles internacionais.
As coleções recentes misturam elementos da Idade Média (séculos V a XV) e do período vitoriano (1837-1901), resultando em golas altas, mangas amplas, saias volumosas e tecidos pesados como brocados e veludos. A tendência não busca recriar épocas, mas condensar poder, fantasia e controle numa única imagem.
Moda medieval volta às passarelas e inspira celebridades
Nas semanas de moda, maisons como Margiela apresentaram volumes estruturados que lembram couraças, enquanto capuzes e texturas densas sugerem escudos corpóreos. A influência rapidamente migrou dos desfiles para a cultura pop, onde celebridades adotam versões dramáticas da estética.
Celebridades impulsionam o visual de fantasia
Chappell Roan levou o chapéu cônico hennin ao tapete vermelho e reacendeu o debate sobre códigos de vestimenta. Charli XCX explorou vestidos de tule dourado e babados barrocos em première recente, e Lady Gaga intensificou a iconografia religiosa com cruzes e ferragens de alta-costura.
Já Rosalía combinou véu branco e referências de santidade para promover o álbum “Lux”, provando que o místico atual também envolve brilho e devoção. Margot Robbie, protagonista da nova adaptação de “O Morro dos Ventos Uivantes”, tem apostado em corsets de Dilara Fındıkoglu e peças vintage de John Galliano, todos guarnecidos de referências medievais.
Por que o passado seduz o presente?
Após anos de minimalismo discreto associado à elegância, a moda reabre espaço para ornamentos e teatralidade. Símbolos medievais oferecem autoridade visual imediata por parecerem fora do tempo, favorecendo narrativas de poder e escapismo. Especialistas lembram que, em períodos conturbados, vestir-se como um “cavaleiro contemporâneo” fornece sensação simbólica de segurança.
Segundo a Enciclopédia Britannica, a Idade Média consolidou ícones de fé, guerra e hierarquia social que continuam ressoando na cultura visual, explicando a recorrência desses elementos sempre que a sociedade procura representações de proteção ou transcendência.
Imagem: Getty s
A tendência alcança consumidores comuns por meio de golas rufadas, botas de cano alto, correntes sobrepostas e peças em couro trabalhado, disponíveis tanto em coleções de luxo quanto em marcas acessíveis. Influenciadores digitais já exibem tutoriais que ensinam a equilibrar esses itens com peças básicas, tornando o look dramático, porém usável.
Para o mercado, a “moda medieval” abre oportunidades em acessórios metálicos, joias com cruzes e rosários estilizados, além de tecidos estruturados que ampliam a silhueta. Analistas projetam aumento na busca por peças vintage e releituras artesanais, reforçando o apelo sustentável de reutilizar referências históricas.
Em síntese, a fusão entre armaduras simbólicas e romance vitoriano oferece à moda um arsenal de imagens potentes para encarar tempos incertos, enquanto celebridades transformam esses códigos em momentos virais de cultura pop.
No universo da beleza, tendências de cabelos e maquiagem também dialogam com o revival medieval. Veja dicas de produtos e técnicas em nosso artigo sobre beleza e estilo e continue acompanhando nossas análises para não perder o próximo movimento das passarelas!
Crédito da imagem: Getty Images


