Lifting facial: tipos de procedimentos e como funcionam

Lifting facial segue em alta no Brasil, segundo país que mais realiza procedimentos estéticos no mundo, com mais de dois milhões de cirurgias em 2024.

Dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética indicam que o lifting só perde em popularidade para a blefaroplastia. Avanços técnicos tornaram o resultado mais natural, pois hoje as estruturas profundas da derme também são reposicionadas, reduzindo o trauma cirúrgico e prolongando os efeitos.

Lifting facial: tipos de procedimentos e como funcionam

Especialistas explicam que cada técnica atende a diferentes graus de flacidez, rugas e perda de contorno. A seguir, veja as principais modalidades.

Lifting Tradicional — Indicado para sinais clássicos de envelhecimento no terço médio e inferior da face. A pele é descolada, o Sistema Músculo-Aponeurótico Superficial (SMAS) é dobrado e tracionado. Apesar de menos invasivo em relação aos nervos, pode gerar hematomas e oferece resultado de duração moderada.

Minilifting — Recomendado para pacientes com flacidez discreta. Há menor descolamento de pele e cicatrizes menores. O reposicionamento do SMAS é opcional, a recuperação é rápida, mas o efeito tende a durar menos que em outros liftings.

Lifting SMAS Alto Estendido — Focado em flacidez acentuada, especialmente no sulco nasogeniano. Descola a gordura superficial e o SMAS, reposicionando-os em direção às têmporas. Oferece resultados naturais e duradouros, porém trabalha mais próximo aos nervos faciais, o que eleva o risco de lesões.

Deep Plane Face Lift — Voltado a faces com flacidez avançada na mandíbula e pescoço. Libera ligamentos profundos e move pele, músculo e gordura num único bloco, garantindo tração maior e efeito prolongado. A recuperação é a mais longa entre as técnicas.

De acordo com a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, pesquisas mostram que a compressão correta dos fibroblastos estimula a produção de colágeno, melhorando também a qualidade da pele. Muitas vezes o lifting é combinado a enxerto de gordura para reforçar contorno e regenerar tecidos.

A Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) ressalta que o alinhamento de expectativas entre médico e paciente é decisivo. Não há técnica “melhor” de forma absoluta; cada uma possui indicações específicas, prós e contras.

Independentemente da escolha, o pós-operatório exige repouso, uso de malhas compressivas e acompanhamento médico para minimizar inchaço e garantir cicatrização adequada.

Em síntese, compreender as diferenças entre lifting tradicional, minilifting, SMAS alto estendido e deep plane ajuda o paciente a decidir, junto ao cirurgião, qual abordagem trará o aspecto jovem e natural desejado.

Para aprofundar seus cuidados com a pele após procedimentos estéticos, confira também nosso guia de skincare e continue acompanhando nossas reportagens.

Imagem: Reprodução

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