Câncer de colo do útero: influenciadoras lideram campanha

Câncer de colo do útero: influenciadoras lideram campanha marca a estreia de uma nova fase do projeto “Por um Futuro Sem Câncer de Colo de Útero”, anunciado nesta quinta-feira (26) pela farmacêutica MSD Brasil em parceria com a agência McCann Health, às vésperas do Março Lilás.

A iniciativa reúne as atrizes Juliana Paes e Sophia Abrahão, a bióloga Mari Krüger, a educadora financeira Nath Finanças e outras criadoras de conteúdo para ampliar a disseminação de informações sobre prevenção, vacina contra o HPV e exames de rotina.

Câncer de colo do útero: influenciadoras lideram campanha

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo do útero é o terceiro mais incidente entre as brasileiras, atrás apenas dos tumores de mama e colorretal, sem considerar os de pele não melanoma. Para o triênio 2026-2028, a projeção é de 19.310 novos casos anuais, enquanto 7.209 mortes foram registradas em 2023.

A doença, causada em 99 % das vezes pelo vírus HPV, é considerada evitável graças à vacina disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde desde 2014. O imunizante também ajuda a prevenir neoplasias de vulva, vagina, ânus, pênis, boca e garganta.

Durante o evento em São Paulo, Mari Krüger citou pesquisa divulgada em 2025 indicando que seis em cada dez mulheres desconhecem a relação direta entre o HPV e o câncer de colo do útero, reforçando a importância da campanha digital.

A jornalista Mirelle Moschella relatou ter recebido o diagnóstico em 2020, aos 34 anos, após sangramento repentino. O tratamento envolveu quimioterapia, queda de cabelo e histerectomia, dando um rosto real aos números da estatística.

Juliana Paes contou que vacinou os filhos aos 9 anos, mas só compreendeu a razão da aplicação precoce recentemente. Sophia Abrahão compartilhou relato semelhante, destacando a falta de informação que ainda cerca o tema.

A ginecologista Susana Cristina Aidé Viviani Fialho, presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo, explicou que a prioridade é imunizar crianças e adolescentes antes do primeiro contato com o HPV. “Estudos já provaram que a vacina não antecipa o início da vida sexual”, afirmou.

Questionada por Nath Finanças, a médica esclareceu que, de acordo com a bula aprovada pela Anvisa, pessoas de 9 a 45 anos podem se vacinar. No Brasil, a campanha pública abrange a faixa de 9 a 14 anos, vítimas de violência sexual e imunossuprimidos até 45 anos; na Europa, não há limite etário.

Fialho também chamou atenção para a desigualdade regional: no Norte e no Nordeste, o câncer de colo de útero é o segundo mais frequente, enquanto no Sudeste ocupa o quinto lugar. O risco de morte na Região Norte pode ser quase quatro vezes maior que no Sudeste, reflexo de menor acesso a exames preventivos.

Com a mobilização de influenciadoras e profissionais de saúde, a campanha pretende usar o alcance das redes sociais para elevar a taxa de vacinação, estimular o exame preventivo de Papanicolau e reduzir as mortes pela doença durante o Março Lilás e ao longo de todo o ano.

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Crédito da imagem: MSD Brasil

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