Carolina Dieckmann vazamento de fotos íntimas volta ao centro do debate após a atriz relembrar, em entrevista, o episódio que motivou a criação da lei que leva seu nome e pune crimes cibernéticos no Brasil.
Durante participação no programa “Sem Censura”, Dieckmann disse ter superado o trauma ao perceber os efeitos positivos da legislação aprovada em 2012, mas confessou que o julgamento vindo de outras mulheres “machucou muito mais do que o crime dos caras”.
Carolina Dieckmann lembra vazamento de fotos e críticas
Em 2012, a artista denunciou às autoridades o hackeamento de seu computador e a tentativa de extorsão para não divulgar imagens privadas enviadas ao marido, Tiago Worcman. Na delegacia, foi informada de que não existia tipificação específica para invasão de dispositivos ou divulgação não autorizada de conteúdo íntimo, apenas a possibilidade de enquadrar o caso como chantagem.
Segundo a atriz, os responsáveis foram identificados em apenas seis dias, resultado que acelerou a tramitação da então proposta de lei. Sancionada em dezembro daquele ano, a norma — popularmente conhecida como Lei Carolina Dieckmann — alterou o Código Penal e passou a prever reclusão de três meses a um ano, além de multa, para quem invadir dispositivos eletrônicos alheios. Detalhes da legislação podem ser consultados no portal do Senado Federal, considerado fonte de alta autoridade.
“O que vale na vida da gente? Eu estava dentro do meu casamento, enviando fotos para o meu marido, e fui julgada”, recordou. Ao falar sobre o impacto da repercussão negativa, sobretudo de parte do público feminino, Dieckmann afirmou que a solidariedade masculina foi, em muitos momentos, maior que a feminina. “Isso me feriu mais do que o crime”, reforçou.
A intérprete também relatou que a lei ter sido promulgada antes mesmo do desfecho judicial de seu caso funcionou como “cura” pessoal. “Quando fui ao julgamento, o juiz explicou que a legislação não valeria retroativamente. Eu respondi que não importava: o importante era ela existir para outras pessoas.”
Imagem: Reprodução
Hoje, a atriz diz lidar melhor com redes sociais graças à “história feliz” que surgiu do episódio traumático. “A lei é muito mais importante do que o que aconteceu comigo, então não consigo mais lembrar daquilo. Foi apenas a ponte para algo maior”, concluiu.
No fim da conversa, ela comparou as fotos atuais de arquivo aos registros de 2012 e classificou a situação como “loucura” pela exposição sofrida. Ainda assim, reforçou sentir-se encorajada a falar sobre o tema para lembrar a importância da denúncia e da educação digital.
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Foto: Reprodução/Instagram


