Giulia Costa fala sobre saúde mental e apoio da família. Giulia Costa, 26 anos, contou como a voz da mãe, Flávia Alessandra, e do padrasto, Otaviano Costa, foi decisiva para que ela priorizasse a própria saúde mental, recuperasse a autoestima e reencontrasse o amor-próprio.
A apresentadora e diretora disse que o alerta familiar — “você não está bem há um tempo” — a incentivou a iniciar acompanhamento profissional para ansiedade e compulsão alimentar. Hoje, segundo ela, o suporte dessa rede de apoio continua fundamental.
Giulia Costa fala sobre saúde mental e apoio da família
“Estou muito melhor”, afirmou Giulia, ao avaliar o processo de autoconhecimento. Para a artista, ter pessoas atentas por perto ajuda a notar avanços que, muitas vezes, passam despercebidos por quem vive a crise. O reconhecimento público de suas dificuldades também ganhou amplitude quando a atriz citou episódios de dermatilomania, o que gerou mensagens de agradecimento de seguidores.
A jovem revisita temas recorrentes, como a pressão social sobre casamento e maternidade. Ela confirma o desejo de construir família, mas sem pressa: “Sinto-me muito nova para criar uma vida agora”. Giulia acrescenta que as mulheres ainda enfrentam cobranças biológicas e financeiras que não acompanham as transformações do mundo.
Em entrevista, a artista recordou o luto pelo pai, o diretor Marcos Paulo, falecido quando ela tinha 12 anos. Aos 18, diz ter vivido um “segundo luto” ao perceber que não criaria novas memórias com ele. Caixas de fotos guardadas pela mãe a ajudaram a ressignificar a perda e reforçaram a decisão de seguir carreira atrás das câmeras.
A fé também ocupa espaço importante. Vinda de família católica, Giulia afirma sentir conexão especial com religiões de matriz iorubá, como umbanda e candomblé, e define a natureza como seu templo. Essa espiritualidade, pontua, funciona como “fôlego” nos dias agitadíssimos.
Sua atuação profissional segue dupla: ela dirige a série documental “Pescadora de Experiências” e divide o microfone com a mãe no podcast “Pé no Sofá Pod”. Nas produções, busca contar histórias femininas e familiares, temas que considera transformadores.
Para lidar com críticas nas redes, Giulia recorre a terapia, contato com o mar, cachoeiras e momentos com o cachorro. “Aprendi a me reconectar com minha criança interior”, disse, lembrando que evolução pessoal não é “linha reta”.
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Ao discutir transtornos alimentares e ansiedade, a atriz ressaltou a diferença entre situações pontuais e quadros clínicos. Ela reforçou a importância de ajuda especializada e de conversas francas em família, alinhando seu discurso ao que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde; sobre isso, a OMS mantém diretrizes públicas em seu portal oficial.
Giulia ainda refutou comparações que a colocam em rivalidade com Flávia Alessandra. Segundo ela, mãe e filha são parceiras, mesmo quando discordam: “A parceria está em saber dialogar”.
Entre metas para o futuro, dirigir um longa-metragem encabeça a lista, especialmente com narrativas centradas em mulheres. “Quero contar histórias que me toquem”, concluiu.
Giulia Costa mostra que diálogos abertos, apoio familiar e acompanhamento profissional podem transformar trajetórias marcadas por ansiedade e luto em jornadas de autocuidado e progresso.
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