Torção no ovário força jovem a cirurgia de emergência

Torção no ovário levou a comunicadora Brenda Leal, 28 anos, de Porto Alegre (RS), a uma cirurgia de emergência após a descoberta de dois cistos, um deles com 15 cm – dimensão comparável a um feto de quatro meses.

A jovem sentiu uma dor abdominal súbita em dezembro de 2025, foi ao pronto-atendimento e, depois de exames de imagem, recebeu o diagnóstico de lesões em ambos os ovários. A suspeita inicial foi de apendicite, mas a avaliação revelou cistos de 15 cm e 5 cm.

Torção no ovário força jovem a cirurgia de emergência

Segundo os médicos, a dor intensa do primeiro episódio pode ter sido provocada por uma torção temporária do ovário. Embora tenha recebido alta para aguardar a retirada dos cistos pelo SUS, Leal enfrentou longas filas: a primeira consulta pré-operatória estava prevista para 112 dias depois.

Na tentativa de tocar a vida normalmente, a comunicadora seguiu orientações para evitar esforços. Contudo, voltou a sentir dores incapacitantes. Em nova internação, exames – inclusive tomografia e ecografias – confirmaram a torção ovariana definitiva, quadro que exige intervenção imediata para preservar a irrigação sanguínea do órgão.

Conforme explica a ginecologista Claudiane Garcia de Arruda, membro da Febrasgo, a torção ocorre quando o ovário gira sobre seus próprios ligamentos, comprometendo o fluxo de sangue. Entre os sinais mais comuns estão dor abdominal súbita, náuseas, vômitos e, em alguns casos, febre. Se não tratada rapidamente, a condição pode causar falência ovariana. Mais detalhes sobre o problema podem ser conferidos no site da Febrasgo.

Durante a operação, os cirurgiões removeram ambos os cistos e precisaram retirar também uma trompa e um ovário necrosado. O material foi encaminhado para biópsia com suspeita de teratomas benignos – hipótese reforçada por exames de sangue negativos para malignidade. Após a alta, Leal retirou os pontos e segue em recuperação.

Apesar do susto, a gaúcha relata que o medo maior era “não estar aqui para ver os filhos crescerem”. Ela agora utiliza a experiência para alertar outras mulheres sobre a importância de investigar dores pélvicas persistentes e de buscar atendimento rápido.

Crédito da imagem: Reprodução

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