Caroline Arruda, diagnosticada desde 2013 com neuralgia do trigêmeo – condição popularmente descrita como a “pior dor do mundo” –, usou o Instagram na noite de quinta-feira (04) para atualizar seguidores sobre seu estado de saúde e explicar por que pretende recorrer à morte assistida em outro país.
Durante a sessão de perguntas nos Stories, a influenciadora recebeu o questionamento de um usuário: “Morte assistida não seria você se entregar à doença?”. Caroline respondeu que, na sua avaliação, “se entregar à doença é morrer em vida, é deixar que ela dite cada passo, cada escolha, cada limite até roubar tudo de você”.
A criadora de conteúdo acrescentou que o procedimento, legalizado em alguns países e proibido no Brasil, representaria o resgate de sua autonomia. “A morte assistida é exatamente o contrário. É recuperar a sua autonomia, é afirmar que eu tenho direito de escolher um fim digno, respeitoso, humano. Não é derrota, não é rendição”, destacou.
Ela concluiu a mensagem afirmando que encararia o processo como parte de uma escolha consciente: “É reconhecer que eu vivi tudo que foi possível, e que agora eu quero me despedir com a mesma dignidade que eu lutei”.
A neuralgia do trigêmeo provoca crises de dor aguda no rosto, muitas vezes desencadeadas por estímulos simples, como falar ou mastigar. Pacientes relatam dificuldade para manter atividades cotidianas, e formas graves podem gerar sofrimento intenso mesmo com tratamento analgésico ou cirúrgico.
A influenciadora não informou datas nem país de destino para realizar a morte assistida, mas reiterou que estuda a legislação de locais que permitem a prática. Também reforçou que segue compartilhando detalhes do processo para ajudar outras pessoas que enfrentam a mesma doença.
Imagem: Reprodução
Caroline soma milhares de seguidores nas redes sociais, onde descreve rotinas de tratamento, efeitos colaterais de medicamentos e cuidadosa pesquisa sobre direitos de pacientes. Segundo ela, a transparência é essencial para ampliar o debate sobre autonomia e qualidade de vida em casos de dor crônica.
Até o momento, não houve manifestação de familiares ou nota oficial de órgãos de saúde brasileiros sobre o posicionamento da influenciadora.
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