AJULLIACOSTA, nome de destaque no rap brasileiro, reforça que ocupar o palco é, por si só, um ato político. A artista nascida em Mogi das Cruzes (SP) venceu batalhas de rima, conquistou 1,8 milhão de ouvintes no Spotify e converteu sua visibilidade em instrumento de luta contra o machismo.
Desde a adolescência, a rapper encontrou no rap, no samba e no funk um abrigo para refletir sobre questões raciais, de gênero e de classe. Hoje, as mesmas inquietações aparecem em faixas como “O Que a Julia Vai Ser?” e “Dharma”, que discutem fama e liberdade feminina.
AJULLIACOSTA defende mulheres e transforma rap
Ao comentar a baixa participação feminina no gênero, AJULLIACOSTA afirma que “só nossa presença no palco já rompe paradigmas”. A cantora lembra que, em festivais majoritariamente masculinos, ainda sente resistência do público, mas ressalta que perseverar é crucial para ampliar o espaço para outras artistas.
Inspirada por nomes como Negra Li, Karol Conká, Flora Matos, Lil Kim e Lauryn Hill, a rapper admite que o maior desafio é acreditar em si mesma. “Carrego síndromes de meninas negras que foram colocadas na fila de trás”, diz ela, destacando a importância da terapia para enfrentar traumas de exclusão.
Neste ano, AJULLIACOSTA ampliou seu ativismo ao fundar a ONG Nós Mães de Família. A entidade, ainda em fase de estruturação, busca garantir segurança emocional, mental e financeira a mulheres que sustentam sozinhas seus lares. Filha de mãe solo, a artista conhece de perto as marcas do abandono paterno: “É muito forte perceber que os filhos carregam as dores vividas pelas mães”.
Para financiar o projeto, a rapper inaugurou um bazar beneficente na Vila Clementino, em São Paulo. Roupas dela e de celebridades como Bella Campos, Karol Conká, MC Hariel, Carol Delgado e Jotapê MC abastecem as araras; toda a renda é revertida ao suporte das famílias atendidas.
Em entrevista recente à revista Marie Claire — veículo que acompanha a cena cultural e social do país (confira a publicação) —, AJULLIACOSTA reforçou que seu propósito vai além dos palcos. “Quero deixar um legado positivo, expandindo a consciência de quem me ouve e promovendo mudanças reais”, declarou.
Imagem: Mateus Aguiar
Para lidar com críticas, a cantora fortalece equipes formadas majoritariamente por mulheres. Ela argumenta que a igualdade no meio artístico depende não só de cantoras em destaque, mas também de mulheres na produção, na imprensa e na gestão de eventos.
A rotina de cuidados pessoais inclui exercícios físicos e terapia, práticas que, segundo ela, auxiliam na manutenção da saúde mental em meio à agenda lotada de shows e entrevistas. “Todos os dias estou disposta a aprender algo novo”, resume.
No horizonte, AJULLIACOSTA planeja ampliar sua projeção nacional e internacional, levando sua mensagem de empoderamento feminino a novos públicos. Enquanto isso, promete continuar “com sede” de desafios e fiel às raízes que a moldaram como artista e ativista.
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Crédito da imagem: Foto: Mateus Aguiar


