Astrid Fontenelle afirmou que o trauma paterno definiu sua forma de amar e sustentou um estilo de vida independente. Em entrevista ao podcast “Isso Não É Uma Sessão de Análise”, a apresentadora descreveu a distância do pai, José Fontenelle, e explicou como a ausência dele fez com que priorizasse a autonomia em todas as relações afetivas.
Segundo Astrid, o divórcio dos pais e a criação exclusivamente materna estabeleceram um “mantra” de autossuficiência. Maria Luiza Coutinho Fontenelle, sua mãe, repetia: “Priorize seu trabalho” e “Nunca dependa de homem para nada”. Esses conselhos, diz a jornalista, viraram regra de vida — hoje ela raramente delega tarefas e evita qualquer forma de dependência emocional.
Astrid Fontenelle relata trauma paterno e desapego no amor
A apresentadora contou que nunca acreditou no conceito de “metade da laranja”. “Nunca falei para nenhum homem: ‘Você é a minha vida’. Nem gosto de laranja”, brincou, reforçando que prefere “laranja-lima” e, acima de tudo, prefere manter a individualidade.
Influência materna e independência total
A orientação materna, combinada ao distanciamento do pai, levou Astrid a desenvolver competências práticas e emocionais que dispensam auxílio externo. “Sei fazer tudo e realmente não dependo de ninguém”, declarou. Especialistas apontam que filhos de pais ausentes adotam, com frequência, essa postura de autossuficiência — como destaca estudo publicado pela Fundação Oswaldo Cruz, disponível em pesquisa da Fiocruz.
Divórcio de Marcelo Checon e o projeto de adoção
O desapego ficou evidente quando Astrid decidiu encerrar o casamento com o empresário Marcelo Checon. Durante o processo de adoção do filho Gabriel, ela percebeu que os objetivos de ambos divergiam. “Não via brilho nos olhos dele quando falávamos em ter um filho”, relatou. Ao constatar a falta de alinhamento, ela sugeriu que cada um seguisse seu caminho — decisão que concretizou pouco depois.
Meses mais tarde, Astrid conheceu Fausto Franco, atual marido, que abraçou o projeto de criação de Gabriel. Hoje, o casal divide responsabilidades parentais e exibe momentos em família nas redes sociais, em especial na pasta “Quando eu envelhecer”, mantida pela apresentadora no Pinterest.
Imagem: Reprodução
Desapego não exclui afeto
Apesar da postura independente, Astrid ressalta que a autonomia não impede vínculos saudáveis. Ela apenas evita depositar a totalidade da realização pessoal em outra pessoa. “É um pequeno defeito meu atropelar funções na relação, mas funciona para mim”, afirmou no podcast.
Ao compartilhar sua história, a jornalista também reitera a importância de terapia e diálogo aberto sobre traumas familiares. “Entender a raiz do problema ajuda a não repeti-lo com nossos filhos”, concluiu.
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Crédito da imagem: Reprodução/Instagram @astridfontenelle


