Ataque com ácido transformou a vida de Juanita Jimenez, de 24 anos, que ganhou uma reconstrução facial totalmente gratuita após sofrer queimaduras de segundo e terceiro graus em 2022, no Brooklyn, Nova York.
A agressão ocorreu enquanto Juanita se deslocava para o Hospital Kings County, onde trabalhava como assistente de cuidados primários. Uma mulher lançou ácido sulfúrico em sua direção sem motivação aparente, deixando a vítima com cicatrizes permanentes e abalando sua confiança.
Ataque com ácido: jovem recebe plástica gratuita nos EUA
Depois de meses de incerteza, a ex-modelo procurou o cirurgião plástico Carl Truesdale, de Beverly Hills, conhecido por tratar queloides e compartilhar resultados em redes sociais. Em entrevista à revista People, Juanita contou que outros especialistas alertaram para os riscos em peles negras, mas Truesdale demonstrou segurança e empatia.
O pacote de procedimentos, avaliado em cerca de US$ 80 mil (mais de R$ 430 mil), foi oferecido sem custo. As intervenções começaram em janeiro de 2024, e o resultado foi divulgado no mês passado nas plataformas do médico, mostrando a melhora significativa das cicatrizes faciais.
“Eu queria voltar a me reconhecer no espelho”, declarou Juanita, que ainda lida com o trauma do ataque com ácido sulfúrico, mas se diz motivada a retomar a carreira de modelo. A recuperação envolve sessões para suavizar queloides, reconstrução de tecidos e acompanhamento psicológico.
Segundo Truesdale, casos como o de Juanita exigem planejamento para minimizar riscos de hiperpigmentação e novas cicatrizes. “Cada etapa foi adaptada para a fisiologia da pele negra”, explicou o médico.
A polícia de Nova York mantém a investigação aberta para identificar a autora do crime. Ataques com substâncias corrosivas são considerados crimes de ódio em vários estados norte-americanos, e parlamentares pressionam por penas mais severas.
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Especialistas alertam que vítimas de ataque com ácido devem buscar atendimento imediato para reduzir danos e preservar a visão. A adoção de protocolos de primeiros socorros, como irrigação prolongada com água corrente, aumenta as chances de recuperação.
No Brasil, a legislação tramita para enquadrar agressões com agentes químicos como tentativa de feminicídio, reforçando a necessidade de políticas públicas de prevenção e amparo às vítimas.
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