Atores irreconhecíveis com maquiagem protagonizam algumas das transformações mais impactantes do cinema e da televisão, exigindo horas na cadeira de caracterização e o uso de próteses de ponta.
Do processo de nove horas de Jim Carrey em “O Grinch” às 130 quilos de próteses usadas por Brendan Fraser em “A Baleia”, essas mudanças radicais ajudam a contar histórias e rendem prêmios à equipe de maquiagem, categoria reconhecida pela Academia de Hollywood desde 1981.
Atores irreconhecíveis com maquiagem em grandes filmes
Confira 14 casos marcantes em que o artista desapareceu por trás das camadas de látex, tinta e paciência.
Transformações que marcaram época
Brad Pitt – O Curioso Caso de Benjamin Button (2008)
Para mostrar Benjamin envelhecendo de trás para frente, artistas visuais combinaram maquiagem tradicional e efeitos digitais. O resultado rendeu o Oscar de Melhor Maquiagem em 2009, segundo a Academy of Motion Picture Arts and Sciences.
Brendan Fraser – A Baleia (2022)
Seis horas diárias de aplicação e 130 quilos de próteses deram vida ao professor Charlie, que pesa 272 quilos. O esforço foi recompensado com o Oscar de Melhor Ator para Fraser.
Colin Farrell – Pinguim em The Batman (2022)
Três horas de caracterização, incluindo uma prótese peniana, transformaram Farrell em Oswald Cobblepot. O ator ficou tão diferente que colegas de set não o reconheceram.
Emma Thompson – Nanny McPhee, Harry Potter, Cruella e Matilda
Apelidada de “camaleoa”, Thompson já usou dentes tortos, nariz falso e perucas complexas para compor múltiplos personagens icônicos.
Gary Oldman – Drácula de Bram Stoker (1992) e O Destino de uma Nação (2017)
Em “Drácula”, o rosto cadavérico exigiu camadas de silicone; como Winston Churchill, Oldman ficou nove meses sem ver a própria pele durante as gravações e levou o Oscar de Melhor Ator.
Jacob Tremblay – Extraordinário (2017)
O intérprete de Auggie passou por duas horas diárias de próteses faciais para retratar a síndrome de Treacher Collins, totalizando 27 “cirurgias” cinematográficas.
Jacob Elordi – Frankenstein (2025)
Onze horas para colocar 42 próteses e mais 1h30 para removê-las. A preparação inclui, ainda, perda de peso rigorosa para compor o monstro de Guillermo del Toro.
Jim Carrey – O Grinch (2000)
O ator definiu a experiência como “treinamento de resistência”. Foram quase nove horas iniciais para a primeira aplicação e três horas nos demais dias.
Karen Gillan – Nebulosa em Guardiões da Galáxia (2014-2023)
Gillan raspou a cabeça no primeiro filme. Mesmo assim, a aplicação da tinta azul e das placas metálicas levou cerca de quatro horas a cada filmagem.
Imagem: Divulgação
Marina Ruy Barbosa – Suzane von Richthofen em Tremembé (2024)
Para aproximar-se da criminosa, a atriz usou prótese dentária que alterou totalmente seu sorriso, além de sutil mudança na sobrancelha.
Marlon e Shawn Wayans – As Branquelas (2004)
A dupla passou por um processo diário de cinco horas, liderado por Greg Cannom, lenda de Hollywood também responsável por “Uma Babá Quase Perfeita”.
Ralph Fiennes – Lord Voldemort em Harry Potter (2005-2011)
A ausência de nariz foi criada com CGI, mas a maquiagem incluía veias azuladas e próteses nos dentes. O processo durava até três horas.
Rebecca Romijn – Mística na trilogia original de X-Men (2000-2006)
Coberta por 110 pequenas peças de silicone azuis, Romijn ficava em pé durante quatro horas para a aplicação do visual escamoso.
Tilda Swinton – Suspíria: A Dança do Medo (2018)
Swinton vive três personagens, incluindo um homem idoso. Próteses faciais, dentárias e no pescoço a tornaram praticamente irreconhecível.
Maquiagem: arte que impulsiona narrativas
Esses exemplos mostram como a caracterização vai além da estética: ela define personalidade, época e até tons emocionais de uma obra. A exigência técnica envolve profissionais de escultura, pintura, penteados e figurino que trabalham de forma integrada para atingir resultados críveis.
No Brasil, a categoria de Melhor Maquiagem no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro reforça a importância do ofício, estimulando produções locais a investirem em tecnologia e formação de mão de obra especializada.
À medida que novas técnicas de impressão 3D e materiais hipoalergênicos ganham espaço, a tendência é que futuras transformações sejam ainda mais realistas e confortáveis para os intérpretes.
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Crédito: IMDB/Reuters


